Posts com Tag ‘aquecimento global’

capa


Ricardo Augusto Felicio

Tenho acompanhado as notícias sobre o frio divulgadas pela grande mídia meio que de longe. Tenho preferido verificar os dados meteorológicos e imagens de satélite, bem como acompanhar os colegas meteorologistas sérios que entendem o papel desta importante ciência.

Digo que acompanho meio que de longe as notícias, porque ao mesmo tempo que temos vários profissionais engajados em observar, descrever e entender as diversas situações sinópticas meteorológicas e, em segunda instância, as climáticas, para depois conseguir realizar alguma interpretação, vemos, por outro lado, que já começou a enxurrada de asneiras dos seguidores da Santa Igreja do Aquecimento Global, muitos deles são figurinhas carimbadas desta pseudo-ciência. O número de artigos publicados na internet dizendo que o frio que assola quase que meio Brasil é culpa do “aquecimento global” e por conseguinte, do Homem, que lança o dióxido de carbono, o “gás tóxico de ‘efeito estufa’” (Socorro!!!) já é assustador. Já não era sem tempo. Até causou-me estranheza demorarem tanto. As explicações são as mais ridículas possíveis, que ferem todos os princípios da Física e até da Química, o que não são nenhuma novidade para os seus críticos, tendo em vista que os argumentos da turma aquecimentista e catastrofista são fantasiosos. Tem até engenheiro florestal, defensor fervoroso do grande negócio aquecimentista, evocando as correntes de jato e fazendo uma enorme salada, só com as noções de gradiente da atmosfera. Incrível! Só posso dizer para estes crentes que eles chegaram atrasados.

Em abril de 2014, seus pares do hemisfério Norte já tiveram a mesma idéia e proeza! Acusaram o frio assolador, que continua a açoitar seus invernos e amenizar seus verões, de ser causado pelo “aquecimento global”, sempre fruto do Homem. Na época, eu já alertei sobre o alarmismo infundado e que tudo não passava de besteira. As notícias sobre Meteorologia nos Estados Unidos da América mostravam fotos do estado de Nebraska, com as águas congeladas, e mais interessante ainda, as cataratas de Niágara, localizadas entre o estado de Nova Iorque e a província canadense de Ontário, totalmente congeladas (Fig.01). Fenômeno este, já registrado em outras ocasiões pretéritas similares ao frio intenso que, neste referido mês de abril de 2014, chegou aos incríveis –50,0ºC. Tudo isto aconteceu devido ao que eles denominam de Polar Vortex, ou Circumpolar Vortex, ou Vórtice Polar que é um centro de alta pressão atmosférica frio, cujo deslocamento, causa queda abrupta de temperatura por onde passa e que pode ser acompanhado por um centro de baixa pressão como sua esteira de turbulência. A este centro de baixa pressão atmosférica, podemos denominar de ciclone extratropical polar. Deve-se lembrar que esta é uma teoria baseada ainda na Escola Norueguesa. Eu ainda tenho a preferência de utilizar a Teoria Dinâmica da Escola Francesa que atribui o frio aos APMs – Altas Polares Móveis, ou Anticiclones Polares Móveis. Para as duas escolas, há a existência de uma unidade aerológica fria que desencadeia os processos termodinâmicos, ou em outras palavras, este regime de situação com céu claro, baixíssimas temperaturas provenientes de um ar polar, ausência de nuvens, temperaturas um pouco elevadas no meio dia solar, dada a alta insolação, mas muito frio durante nascer, ocaso e noite a dentro. E por que voltei ao tempo para relatar tal situação? O curioso de tudo isto é que a imprensa, lá nos Estados Unidos da América, em abril de 2014, atribuiu a passagem daquele Vortex Polar e seu frio intenso em plena primavera, ao “aquecimento global”, logicamente causado pelos humanos. A revista Time daquele mês, em 2014, publicou que “Aquecimento global causa Vortex Polar”. Contudo, 40 anos antes, a mesma revista publicou, em 1974, que “Resfriamento global causa Vortex Polar”, já que esta era a tendência catastrofista da época (Fig-02). Vejam o pleno absurdo da contradição! Como pode um mesmo fenômeno ser a “prova” de duas supostas situações climáticas globais antagônicas? Se não fosse tão sério e trágico, deveria ser considerado apenas piada. O pior é ver que os brasileiros seguidores da Igreja Aquecimentista fazem o mesmo, sem ao menos verificar qualquer coisa. Tudo vale para salvar a ideologia furada. Vale aqui recordar a lamentação do professor Ph.D. John Christy, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de Alabama: “É extremamente frustrante, para um cientista, ver na mídia que cada desastre meteorológico está sendo acusado de ‘mudança climática’ quando, na verdade, esses eventos fazem parte da variabilidade natural do sistema climático”.

(mais…)

Anúncios

slide_53

José Carlos Parente de Oliveira*

Há ao menos uma dúzia de diferenças entre a Ciência real e a “ciência” do aquecimento global antropogênico (AGA). Enquanto a Ciência real segue o método científico, a “ciência” do AGA utiliza ferramentas políticas de campanha, como enquetes e votações, demoniza os opositores, utiliza táticas de intimidação, enganação e propaganda.

1. A Ciência real estimula o “questione tudo”. A “ciência” do AGA afirma insistentemente: “questionar o aquecimento global é imprudente, porque ele é uma ameaça ao planeta.”

2. A Ciência real nunca termina, ela é um ciclo contínuo de testes e correções. A “ciência” do AGA tenta por todos os meios quebrar esse ciclo ao afirmar que “o debate é longo” e “a ciência está estabelecida”.

“Ciência estabelecida” é um paradoxo inventado pelo político, não cientista, Al Gore para evitar debater suas crenças rentáveis em público. Al Gore, contratualmente, não aceita perguntas nem questionamentos – ele chega, fala e vai embora.

3. A Ciência real desenvolve hipóteses que são falsificáveis via previsões testáveis. A “ciência” do AGA não é refutável, porque faz contradições, mudando as projeções. Mais furações ou menos furacões, mais ou menos neve, temperaturas mais quentes ou mais frias do que a média, etc, são todos citados após o fato como prova do AGA. Não há observação da natureza que os proponentes da ciência do AGA aceite como prova contrária à sua crença. Os modelos climáticos criados pelos aquecientistas abusam de valores numéricos que são atribuídos por quem faz ou usa esses modelos – os famosos parâmetros (ver, por exemplo, este link).

4. A Ciência real baseia-se em ceticismos para fazer progressos. Muitos cientistas reais durante suas carreiras tentam refutar o conhecimento aceito. A “ciência” do AGA, por outro lado, intimida e difama os céticos como “descrentes” equiparando-os aos negadores do Holocausto e os tratando tal qual a Igreja tratou Galileu. Veja-se aqui um exemplo desse modus operandi.

5. A Ciência real concede prêmios para refutar as verdades aceitas. Os pesquisadores e apoiadores da “ciência” do AGA, por outro lado, têm interesses inconfessáveis em apenas um resultado. Eles continuarão a acessar bilhões de dólares em dinheiro dos contribuintes, enquanto o aquecimento global for percebido pelo público como uma ameaça para a humanidade (ver o link).

6. A Ciência real não tem nada a ver com sondagens de opinião ou consenso, mas os proponentes da ciência do AGA constantemente se utilizam de votações para defender suas reivindicações. Ironicamente, mesmo quando eles as usam, têm que “trabalhar” os resultados.

7. A Ciência real não tem a pretensão de validade, citando as credenciais dos proponentes. Ela respeita apenas os dados e análises, independentemente de quem os esteja publicando. Einstein era um desconhecido auxiliar de escritório de patentes, quando derrubou o entendimento consensual de espaço e tempo, em 1905, com a Teoria da Relatividade Especial. Como afirma Richard Feynman, Prêmio Nobel de Física: “Não importa o quão bonito é o seu palpite ou quão inteligente você é ou qual nome você tem. Se o seu palpite não concorda com a experiência, ele está errado.”

8. Na Ciência real, são realizados testes para remover preconceitos e descartar modelos ruins. A Teoria da Relatividade de Einstein ainda está sendo testada, um século depois de sua publicação. A “ciência” do AGA ignora ou oculta dados que não a ajudam (ver o link).

9. A Ciência real aceita que as previsões ruins originaram-se de hipóteses ruins. Quando as projeções (ou previsões) dos defensores da “ciência” do AGA estão erradas, eles não questionam as hipóteses; apenas mudam as projeções e redefinem o movimento.

10. A Ciência real nunca recomenda que aqueles que não concordam com uma hipótese ou teoria sejam presos. Por outro lado, muitos dos aquecimentistas e apoiadores da “ciência” do AGA não pensam assim.

O doutor Lawrense Torcello, professor de Filosofia do Instituto de Tecnologia de Rochester, expressa a opinião de que as modificações antropogênicas do clima são reais e que matarão muitas pessoas. Portanto, propõe que as leis vigentes deveriam ser usadas para punir aqueles cujas mentiras estariam contribuindo para matar pessoas. É tempo de punir os mentirosos que negam as mudanças climáticas, ele conclui. No mês de março passado, Al Gore foi ao Festival Sul e Sudoeste, em Austin, Texas, e disse: “Nós precisamos por um preço no carbono, para acelerar essas tendências de mercado. Para fazer isso, nós precisamos responsabilizar os negadores da política e precisamos punir os negadores das mudanças climáticas.”

11. A Ciência real não cria bilionários, que se tornaram ricos vendendo hipóteses não comprovadas.

12. A Ciência real tenta explicar todas as variáveis que interferem nos estudos. A “ciência” do AGA simplesmente ignora todas as variáveis que têm impactado drasticamente o clima da Terra durante bilhões de anos, a menos que estes fatores sejam necessários para desculpar projeções defeituosas.

* Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera; Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Foi um dos 25 signatários da carta aberta “Rumo a uma política climática baseada em constatações e bom senso”, enviada em janeiro ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo (Alerta Científico e Ambiental, 29/01/2015).

Imagem: Paulo Whitaker

Luiz Carlos BaldiceroMolion

Professor e Pesquisador Aposentado INPE/MCTI e ICAT/UFAL

Mudança climática e seus impactos catastróficos sobre a Sociedade é um tema amplamente discutido na atualidade, na maioria das vezes com dose excessiva de emotividade, ideologia e pouco embasamento científico e evidências observacionais. Até que ponto as variações climáticas observadas fazem parte de uma mudança real ou não passam de variabilidade natural de longo prazo do clima é uma questão debatível.

Porém, é muito claro que o planejamento das atividades humanas, particularmente agricultura, gerenciamento de recursos hídricos e defesa civil, requerem uma antevisão da tendência do clima com intervalos de tempo suficientemente amplos, de 10 a 20 anos de antecedência pelo menos, para que seus resultados possam ser úteis. Os métodos existentes para se obterem essa antevisão são basicamente de duas classes. Os métodos estatísticos/estocásticos, alguns sofisticados, que identificam possíveis ciclos, ou periodicidades, nas séries temporais longas de dados observados, filtrados ou não, e os projetam para o futuro. (mais…)

Antônio Donato Nobre Foto: senado.gov

O pesquisador Dr. Antônio Donato Nobre do INPA, em entrevista ao Jornal GGN fez críticas aos céticos do aquecimento global usando de uma velha conhecida falácia lógica. Usando do “Argumentum ad hominem”, o tal “cientista” tenta desclassificar o Prof. Dr. Ricardo Felício para dessa forma fazer valer seus argumentos estapafúrdios. Não contente Antônio Nobre, acusa o Prof. Ricardo Felício de ter “interesses escusos” alegando que o mesmo teria ligação com “empresas que tem interesse no desmatamento” e”industrias poluentes”. É a velha cortina de fumaça para desvirtuar a discussão científica. Que feio hein. Palavras do pesquisador do INPA:

“Eu tenho evidências, mostro a imagem de satélite, vários dados e estudos, vem um sujeito e diz “eu não acredito em nada disto” e a imprensa dá uma quilometragem imensa para ele. Um grande exemplo é o [programa do] Jô Soares: recebe o cara que nunca publicou um só trabalho para comentar o assunto e quem é sério, quem trabalha e pesquisa [o tema] a vida inteira, não consegue espaço. E depois temos que ficar explicando por três meses para a imprensa as mesmas coisas, na tentativa de desdizer o que o fulano disse no programa. Você vai à internet, pesquisa o cara e vê que ele tem ligações com pessoas e empresas que têm interesse no desmatamento, é ligado às indústrias poluentes que estão presentes no Brasil. Assim fica muito difícil.”

Veja aqui a entrevista completa.

Como o blog Fakeclimate preza pela transparência científica e não trás informações vazias ( atitude típica do IPCC ) e não serve a interesses que não sejam de cunho científico. Devemos a réplica ao Prof. Dr. Ricardo Felício:

Não tenho publicação uma ova! Se não fosse o tempo perdido nos últimos 5 anos com a burocracia que a instituição que trabalho me encerra para defender a minha posição científica, faria muita coisa mais proveitosa do meu tempo. Gostaria que o tal “sujeitinho” do INPA provasse os meus interesses obscuros. Eu não digo para a sociedade brasileira que ela tem que pagar uma conta mais alta de energia, água etc, fazer mais sacrifícios do que faz e manter-se na miséria por causa da crendice do AGA. Aliás, os defensores do AGA adoram mesmo é esta negociata de Créditos de Carbono. Livre pensar na Academia? De jeito nenhum! Se eu estivesse tão errado, porque fazem de tudo para cortar meu salário, para me difamar e não me dar financiamento para nada?! É muito fácil fazer pesquisa e estudar com dinheiro público, sustentando uma falácia. Difícil é o meu caso, que tenho que fazer tudo isto, usando salário próprio! Aliás, as estatísticas mágicas do número de céticos ao número de crentes cientistas continuam saindo da Terra da Fantasia. Quem duvida, basta ver o que os próprios Ex-IPCCs afirmam sobre tudo isto. É a velha história, quando serve para a causa, ficam, quando não serve, são loucos, pouco qualificados etc. E assim vamos, seguindo com a pseudociência da igreja do santíssimo aquecimento global.

Ainda por cima, diz que precisaram de meses e meses para desdizerem o que o “cara” no Jô Soares falou. Se tudo que eles pregam fosse verdade, conseguiriam desmentir em poucas palavras, ou seja, além de tudo, são incompetentes, mas temos que ser complacentes, afinal, o AGA é um emaranhado que nem eles mais sabem o que é causa/consequência.

Sobre céticos e dissidentes do IPCC. (Inglês)

Fonte: Catracalivre

Foto: Catraca Livre

Gostaria de desmistificar alguns pontos sobre a crise hídrica em SP, assunto que tangencia minhas pesquisas acadêmicas.

1- “Não choveu e por isso está faltando água”. Essa conclusão é cientificamente problemática. Existem períodos chuvosos e de estiagem, descritos estatisticamente. É natural que isso ocorra. A base de dados de São Paulo possibilita análises precisas desde o século XIX e projeções anteriores a partir de cálculos matemáticos. Um sistema de abastecimento eficiente precisa ser projetado seguindo essas previsões (ex: estiagens que ocorram a cada cem anos). (mais…)

O mais afiado e atualizado cálculo da temperatura agora publicado pela National Oceanic and Atmospheric Administration – NOAA, confirmou que os EUA estão esfriando há pelo menos uma década. O estudo da NOAA deixou os alarmistas com o coração na mão, noticiou“Forbes”.

Visando responder ao generalizado sentimento de que a manipulação aquecimentista tinha corrompido os dados relativos à temperatura, a NOAA criou uma rede de 114 estações uniformemente espalhadas em locais ideais dos EUA para o estudo. (mais…)

São Paulo, 15 de julho de 2014

Exmo. Sr.
Luiz Alberto Figueiredo Machado
Ministro das Relações Exteriores

A propósito da pretendida proposta nacional para uma política de mudanças climáticas, desafortunadamente, as discussões sobre o assunto têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, econômicas e acadêmicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos as considerações a seguir. (mais…)

José Delgado Domingos: "Os políticos embarcaram numa filosofia de combate das emissões de CO2 sem terem uma base científica adequada" / Tiago Miranda

José Delgado Domingos: “Os políticos embarcaram numa filosofia de combate das emissões de CO2 sem terem uma base científica adequada” / Tiago Miranda

O professor do Instituto Superior Técnico ficou conhecido pelos seus argumentos contra o nuclear, pelas previsões meteorológicas independentes, pelas críticas aos defensores do aquecimento global e pelos projetos de eficiência energética.   (mais…)

fc

Clique, confira e assine o Canal Fakeclimate

Olá caros leitores, o canal FakeClimate no youtube está comemorando seus 3 anos de existência!
 
Agradecemos ao público que nos prestigia e que nos ajuda em nossa divulgação científica.
 
Faça uma visita e reveja os melhores momentos da equipe FC em ação. Debates, vídeos, documentários, palestras e tudo o que você precisa para ficar por dentro do debate acerca das mudanças climáticas! 

 

.
A teoria do aquecimento global é uma hipótese saída dos modelos informáticos e baseada em relações simplistas.
.
Ela anuncia um contínuo aumento de temperaturas a nível global mas isso não está demonstrado.
.
Seguramente, os anos 70 apresentaram um desvio climático fundamental (que os modelos não previram) que se traduziu num aumento progressivo da violência e da irregularidade do tempo, associado a uma modificação do modo de circulação geral (latitudinal rápido), fenómeno este que é fundamental para explicar o funcionamento da máquina térmica que é o nosso planeta, com duas fontes frias e uma fonte quente em permanente troca de energias através das massas de ar da troposfera e de água dos oceanos.

(mais…)