Segunda carta ao jornal “O Dia”

Publicado: dezembro 18, 2016 em Arquivo BFC!

aquecimento-global1

É com muita estranheza que recebi a notícia do Jornal ODIA, publicado no dia 17/09/2016, falando mais uma vez do aquecimento global e de que o mês de agosto foi o mais quente já registrado desde as medições de satélites e que a área do ártico está a perder gelo. A matéria já começa alegando o seguinte: “Parece notícia velha; mas aconteceu de novo”. Até que desta vez vocês acertaram, porém em parte. Trata-se de uma notícia requentada, talvez pelo aquecimento global profanado desde 1988 com o lançamento do IPCC. É de estarrecer que ainda dêem crédito para tais publicações. Estamos em 2016, ou melhor, praticamente em 2017. São exatamente 29 anos nos repetindo as mesmas asneiras sem base científica alguma.

Qualquer estudante que tenha feito um bom ensino médio, sabe que a Terra tem 71% de oceanos dos seus 510 milhões de quilômetros quadrados, donde as cidades do planeta todo ocupam apenas 1% disso tudo! Ora bolas, então são oceanos em conjunto com o sol que regem o clima deste planeta e não os gases de feito estufa, que por sinal é uma física impossível; a Terra não funciona como uma estufa. Segue o link para melhor esclarecimento: http://www.icat.ufal.br/laboratorio/clima/data/uploads/pdf/REFLEX%C3%95ES_EFEITO-ESTUFA_V2.pdf

Outro dado citado na matéria e muito estranho é o fato de afirmarem que o Ártico está derretendo de forma acelerada. Muito gozado ficarem focados somente no ÁRTICO, quando a Antártida bate recordes de gelo ano a ano e para piorar o site Cryosphere Today desmente a NASA e o Departamento que citou esses alarmismos (veja os dados reais – http://arctic.atmos.uiuc.edu/cryosphere/IMAGES/recent365.anom.region.1.html). O mais intrigante de tudo é colocar um aumento de 0,98ºC como sendo uma catástrofe sem volta como todo ano a mídia coloca e agora de mês em mês, parecendo que é para causar maior pressão e medo na população leiga. Comparar então com 2014 e afirmar que foi 0,16ºC mais quente é chamar todos os climatologistas e estudantes das áreas científicas / ambientais de idiotas, pois demonstra a falta de conhecimento e estudo à respeito de um planeta com mais de 4 bilhões de anos. Não é dessa maneira que se faz climatologia.

Não é desta maneira que a atmosfera da Terra se comporta. Não são através de modelos de clima que se lançam dados da terra da fantasia. Mas, eu entendo que a notícia profanando o caos vende bem e vende mais. Porém, vamos acertar algumas coisas: Co2 e temperatura não andam lado a lado. A história climática nos diz isto. De 1925-1946 tivemos uma fase quente da ODP (Oscilação Decadal do Pacífico), depois de 1946-1976 uma fase fria e de 1976 até 1998 uma fase quente e agora estamos numa fase fria, donde o Pacífico que ocupa cerca de 35% da Terra passa por períodos de aquecimento e resfriamento afetando o clima global , agropecuária, safras etc. Só um EL NINÕ pode causar variações de mais de 1ºC em escala global e vem todo ano ou para piorar agora de mês em mês divulgarem um aquecimento rodado em modelos de computador ou sabe-se lá de onde eles tiraram estes dados, pois não se tem como medir com exatidão a temperatura de um planeta com estas dimensões. Os próprios modelos usados por eles contêm desvio padrão de 1ºC, alguns com desvios maiores ainda. Como pode a mídia aceitar esses dados? Como pode pessoas com Doutorado divulgarem esses milenarismos? O clima da Terra já foi bem pior do que é hoje. Na história da Terra há registros de situações bem mais dramáticas. Ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização humana se desenvolveu, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 6.000-8.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2 oC a 3 oC superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiram até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. III a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas foram mais de 1oC superiores às atuais. Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas atmosféricas caíram cerca de 8 oC em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção em pouco mais de meio século.

Embora evidências como essas possam ser encontradas em, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador. A tão falada e idolatrada meta de 2ºC (caso contrário o planeta vai morrer) foi citada por um físico e também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010). E o que falar dos dados deste departamento da NASA? Cientistas sérios do mundo todo já rebateram estes dados e continuam rebatendo. Se lembram que em 2015 a NOAA divulgou que foi o ano mais quente da história tb? Pois bem,  enquanto para a NOAA o 2015 foi o ano mais quente da história para o NCEP- National Centers for Environmental Prediction  isso absolutamente não é verdade (e até mesmo para os dados de satélite). O mapa  do Climatenews mostra uma diferenciação interessante: As duas áreas frias do globo, Groenlândia, da Antártida e parte da África Central, que apresentaram temperaturas bem abaixo do normal, em 2015, foram “cortadas” da base de dados da NOAA … talvez para a falta de estações meteorológicas?  Não! Simplesmente são dados selecionados a dedo. Ou seja, eu mostro o que eu quero, o que é de meu interesse para mim e para a sociedade.  É por isso que  2015, para a NOAA, foi atualmente o ano mais quente de sempre, embora isso não corresponda à realidade! A mesma coisa para 2016, 2017, 2018. A novela do AGA (aquecimento global) vai continuar, pois esses pseudocientistas precisam de suas verbas para sobreviverem divulgando um caos que não existe. Na Climatologia se trabalha com o princípio da similaridade e não modelando o que vai ocorrer daqui a 100 ou 200 anos. Isso é impossível! Isso não é ciência! Não se consegue nem prever o tempo para o dia seguinte; como podem querer acertar o que vai ocorrer daqui 200 anos? Estes modelos não incluem: ciclo solar, vapor de água, nuvens, vulcões, raios cósmicos dentre outros fatores, estes sim, determinantes para a variação climática.

Curioso não é? Curioso também, que ninguém conteste estas informações. O IPCC não é uma bíblia climática, não há consenso científico como vocês afirmam e devemos combater um terrorismo climático que foi criado por chefes de Estado, ONGs e outros departamentos. Devemos combater as fraudes do IPCC em seus relatórios, manipulação de dados de satélites, dados trocados, desaparecimento de séries históricas, dentre outras coisas. Tudo isso para provar uma pseudociência. Estranho ninguém abordar que o Congresso Americano entrou com pedido de investigação nos estudos relacionados ao clima, sob forte suspeita de adulteração de dados (o que já foi comprovado por milhares de cientistas sérios).

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO₂) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, oceânicos, geológicos, geomorfológicos e biológicos, que a Ciência apenas começa a entender em sua abrangência. Em adição, as emissões de CO₂ de fontes antrópicas são ínfimas, quando comparadas às emissões de fontes naturais. Oceanos, solos, vegetação e vulcões injetam cerca de 200 bilhões de toneladas de carbono anualmente (GtC/a) na atmosfera, enquanto as emissões antrópicas são inferiores a 7 GtC/a. Este total representa cerca de 3% das emissões por fontes naturais, que apresentam uma incerteza de ± 20% (±40 GtC/a) – ou seja, a faixa de incertezas das fontes naturais, por si só, é uma ordem de grandeza superior às fontes antrópicas.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar (ciclo 25) e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico-ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947 e 1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná.

Ah!! Tem uma coisa muito importante: o CO2 não é poluente, ele é o gás da vida. Nós e os animais não produzimos a comida que ingerimos. Quem o faz são as plantas, via fotossíntese, por meio da qual retiram o CO₂ do ar e o transformam em amidos, açúcares e fibras dos quais nos alimentamos. Na hipótese absurda de eliminar o CO₂, a vida acabaria na Terra.

Dentre o mais agravante de tudo é a assinatura de acordos climáticos, como o de Paris, donde o Brasil corre sérios riscos de perder sua soberania Pois é isto que está em jogo pessoal por detrás de toda essa farsa climática que nos imbutiram e o assunto foi parar até no Senado Federal; pedindo a revogação do acordo climático de Paris, baseado numa ciência séria e com argumentos sólidos de um pesquisador e professor da área. Se gue o texto:

O “acordo climático” verificado em Paris e assinado por 175 países, em reunião da ONU, em 22 de abril de 2016, traz sérios problemas à soberania do nosso país. Absurdamente, a Câmara dos Deputados, em 12/07/2016, votou por UNANIMIDADE, que o Brasil deve aderir ao “acordo climático”, sendo um dos primeiros países a se pronunciarem sobre o tema, em caráter de “emergência”. Ressalta-se que: 1 – Dos 175 países, só 19 ratificaram o acordo (0,18% do CO2 global), sendo que EUA, Rússia, China, Índia e UE NÃO IRÃO ASSINAR a ratificação (só fizeram teatro simbólico na ONU)! 2 – Os países que se submeterem, como o Brasil está a fazer, ficarão sujeitos ao que for imposto pela formação da “Agência Ambiental Internacional – ICCC”, ligada à ONU; 3 – A Constituição Brasileira receberá adendos para permitir que a nossa soberania sobre o Estado fique afrouxada; 4 – Caso as metas estipuladas pelo ICCC não sejam alcançadas, estão previstas, conforme relatório Bruntland “A elaboração de um arranjo de aplicações de lei global… enfocando o papel de sanções econômicas, políticas e medidas militares”. (Rel. Bruntland, P-I, item 3).

Assim sendo, é de suma importância que o Senado Federal, pensando no futuro do Brasil, da sua soberania e da segurança nacional e de todo o povo brasileiro, inclusive como ação estratégica, que o “acordo climático”, aprovado na Câmara dos Deputados, seja devidamente rechaçado, negado e arquivado. Deve-se mostrar para o mundo que o Brasil manterá sua soberania e não tomará para si o fardo de resolver um falso problema global, assumindo em sua Constituição, os encargos de uma Lei Internacional, só válidas para quem ratificar este acordo, deixando os outros países livres para fazerem apenas intenções e não obrigações.

RICARDO AUGUSTO FELICIO – SP

Além disso, a obsessão com o CO2 desvia as atenções das emergências e prioridades ambientais reais, cuja solução requer iniciativas e investimentos públicos. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas conseqüências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta – e do próprio Brasil, onde os números são semelhantes. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente na Ásia, África e América Latina. Pela primeira vez na História, a humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infra-estrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais. Dados sérios e corretos é o que não faltam. Basta pesquisar um pouco e não ficar seguindo uma ciência que mais parece um Nostradamus. Chegamos ao ponto do ridículo, porém, com estudo e uma base sólida podemos sair dele. O Brasil não tinha que assinar nenhum acordo, pois irá gerar quebra de soberania. As chamadas energias verdes de verde não tem nada, é condenar países a miséria. O que veremos nas próximas reuniões para tratar sobre o clima da Terra, será na realidade mais um teatro midiático de pessoas, burocratas, líderes de ONGs, todos eles de barriguinha cheia, muito bonitinhos e arrumados pregando um discurso: faça o que eu digo, mas não faça o que faço, impondo leis, taxas e tratados. Pois é claro, se eu e vc pagarmos bem caro o “clima” da Terra é consertado, caso contrário teremos todos anos, meses e quem sabe de hora em hora um mundo mais quente que o anterior.

Atenciosamente

Prof. Esp. Igor Vaz Maquieira (Biólogo e Esp. em Gestão Ambiental)

Membro da equipe FakeClimate.

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comentários
  1. André disse:

    O valor de 7 GtC/ano está bem desatualizado, em 2014 bateu nos 9,8 GtC o que dá 5% das emissões totais de CO2 e não 3%. Mas isso em nada tira o mérito do raciocínio, por que p/ os seguidores da seita do AGA só esses 5% aquecem o planeta e os outros 95% não?

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