A evolução recente do tempo no Atlântico Norte

Publicado: junho 14, 2014 em Arquivo BFC!
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Fonte: guiageo

Portugal pertence ao espaço aerológico do Atlântico Norte onde todos os parâmetros climáticos covariam porque eles obedecem à mesma dinâmica. Neste espaço, o tempo é comandado pelos anticiclones móveis polares (AMP) saídos do Árctico que transportam o ar frio e provocam um retorno do ar quente em direcção ao pólo.

O conceito de AMP foi estabelecido por Marcel Leroux, Prof. de Climatologia da “Université Jean Moulin, Lyon 3”, Director do “Laboratoire de Climatologie, Risques et Environment” do “Centre National de la Recherche Scientifique”, França.

Este blogue é, fundamentalmente, inspirado em trabalhos deMarcel Leroux que possui uma vastíssima obra dedicada à climatologia e tem dado contributos valiosíssimos no avanço dos conhecimentos que se podem obter com os moderníssimos instrumentos de observação como sejam os satélites.

Dada a importância fundamental dos AMP, até para refutar a pseudo-teoria do aquecimento global devido aos gases com efeito de estufa de origem antropogénica, eles vão merecer um tratamento aprofundado numa fase posterior do blogue.

As evoluções climáticas são diferentes em função das regiões banhadas pelo Atlântico Norte. Dedica-se especial atenção ao oeste e ao centro do Atlântico, ao nordeste e à chamada oscilação do Norte-Atlântico. Depois analisa-se a violência do tempo após os anos 70 e estudam-se outras unidades de circulação do hemisfério Norte que não propriamente banhadas pelo Atlântico.

A evolução recente do tempo no espaço do Atlântico Norte (2)

O oeste e o centro do Atlântico

A bacia do Árctico, depois de ter aquecido rapidamente até cerca dos anos 1930-1940, arrefeceu lentamente, em todas as estações do ano, nomeadamente no Árctico ocidental.

Esta descida da temperatura árctica repercutiu-se na Gronelândia e no Canadá onde os recordes de frio têm sido constantemente batidos. Este arrefecimento diz respeito às trajectórias dos AMP a oeste (de modo mais marcado) e a este da Gronelândia.

Depois do óptimo climático contemporâneo dos anos 1930-1960, verificou-se um arrefecimento contínuo, nomeadamente, após os anos 70.

Toda a parte central e oriental dos Estados Unidos até ao golfo do México observou também uma tendência nítida e contínua para o arrefecimento.

Este arrefecimento propagou-se sobre a maior parte do oceano Atlântico, da Gronelândia até à Europa e mesmo mais a sul, tanto no ar como no mar.

De facto, observou-se no Inverno «um aquecimento de 1920 a 1950, e um arrefecimento de 1950 até aos nossos dias» assim como uma coincidência entre «temperaturas do mar mais frias que o normal e ventos mais fortes que o normal», até ao largo da África ocidental, nomeadamente na vizinhança das Canárias e do arquipélago de Cabo Verde.

Ao mesmo tempo, sobre a América do Norte, as vagas de frio – que eram pouco severas durante os anos 50 – provocadas por enormes AMP de pressões elevadas, chegaram a atingir o golfo do México, agravaram-se fortemente depois dos anos 70.

Fonte: Mitos Climáticos

O Engº. Rui Gonçalo Moura deixou no “Mitos Climáticos” um legado que o Fakeclimate passará em frente pelo seu importante valor científico;

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