O Globo que aquece e o Outro

Publicado: abril 11, 2014 em Arquivo BFC!
Tags:, , ,

( Fonte: google imagens )

Por Milan Trsic

Rio + 20

Entre 13 e 22 de junho de 2012 teve lugar a reunião internacional Rio+20. O futuro do nosso planeta depende da vontade dos habitantes, dos governos, das empresas poderosas e, certamente, da forma que os conhecimentos científicos forem utilizados, em uma direção ou em outra. Ainda, uma parcela substancial do poder global está em mãos de organizações internacionais, principalmente a ONU, as grandes empresas multinacionais e as ONGs (Organizações não Governamentais) mais influentes.

             A reunião contou com a participação de 194 países, alguns representados pelos seus presidentes ou chefes  de governo, outros por delegações oficiais. Simultaneamente, aconteceu a Cúpula dos Povos com 190 ONGs e outras diversas associações  de diferentes países. Houve paralelamente, ainda, reuniões de prefeitos de grandes cidades do mundo, cientistas e empresários, que adotaram suas próprias resoluções e acordos.

            Muitos ficaram desapontados com a resolução final da reunião. Essa resolução, aprovada pela unanimidade das delegações foi obra da representação brasileira. País anfitrião, conseguiu esse resultado mediante eliminação de pontos polêmicos.

           Uma reunião como a de Rio+20 gera as mais diversas expectativas e esperanças. Muitas das expectativas são legítimas, algumas até alcançáveis. Outras, me permito dizer, são idealistas e impraticáveis.

             Com tanta insistência em ambiente na pauta mundial, achei salutar a ênfase em “eliminação da pobreza”. A representação do Brasil quis escrever “eliminação da pobreza extrema” na resolução final. Mas a maioria eliminou a palavra “extrema”. Com a palavra “extrema”, o documento ficaria um tanto menos utópico. Em qualquer caso, um compromisso financeiro dos paises ditos ricos não foi obtido. É curioso como as pessoas e os governantes esperam que as sociedades que por séculos extraíram as riquezas dos outros, subitamente se transformem em Bill Gates da vida. E ainda agora que se encontram em crise eles mesmos.

            Parece que nos livramos parcialmente desses apelos maçantes e diários do “efeito estufa” e o ”aquecimento global”. Os verdadeiros cientistas estão começando a perder o medo ante a força enorme dos defensores do “aquecimento global”.

            Para quem tem um mínimo de conhecimento, o clima da terra foi e continua sendo determinado pelo sol. Variações de frações e até unidades de graus centígrados de temperatura sempre houve, geralmente de forma periódica. Os períodos são determinados por diferentes ciclos de atividade solar.

           Também acontecem fenômenos aperiódicos, seja por tempestades solares, seja pelo deslocamento da Via Láctea; quando nossa galáxia atravessa regiões do universo com muitos meteoritos e poeira, menos calor do sol alcança o planeta e há esfriamento. Quando atravessamos espaços mais vazios, o sol nos ilumina e aquece e da vida com toda a sua força.

         O dióxido de carbono e as partículas dos exaustores dos veículos são sim um grave perigo para a saúde humana e nossos monumentos através da chuva ácida nas cidades, especialmente nas megalópoles. Um dos exemplos extremos é a cidade de Pequim.

          Quem criou o mito do aquecimento global e com qual propósito?  Claro que coisas terríveis acontecem: a tormenta Sandy sobre Nova York; mas não é nem a primeira nem certamente a última tormenta tropical sobre essa região. Devastações por tornados piores do que na da cidade de Moore em Oklahoma aconteceram no passado. No Nordeste do nosso país temos a pior seca dos últimos 30 anos; quer dizer que 30 anos atrás houve uma seca igual o pior. Ou em algum lugar da Europa: a pior enchente dos últimos 15 anos. E assim vai. Felizmente não se fala de a pior tormenta, seca ou enchente da história. Incidentalmente, frios extremos são continuamente registrados também.

         Com certeza que devemos buscar fontes de energia e alimentos os mais limpos possíveis. Por outro lado, antecipa-se um patamar para a população mundial em 9 bilhões de seres humanos. Existe até a possibilidade de diminuição gradativa por recuo do índice de natalidade, como acontece na UE hoje em dia. Sem falar de catástrofes possíveis como guerras apocalípticas ou pestes novas que não soubermos controlar.

          Eu, pessoalmente, não fiquei tão desapontado com a Rio+20. A lembrança da pobreza no contexto dessa conferência me pareceu uma ampliação dos seus horizontes.

          Aos poucos, fontes de energia alternativa estão surgindo: eólica, solar, álcool, etc.Essas opções aparecem através de pesquisa, inovação, investimento de governos e empresas privadas, não surgem como resultado de propostas em eventos como o do Rio. E ninguém se iluda, o que se visa primariamente é o lucro e as vantagens. Resultados altruístas e humanitários são, por enquanto, apenas “benefícios colaterais”.

O Outro Globo

     Simultaneamente  com a realização do Rio+20, foi apresentado publicamente o  estudo de Leonardo Maugeri (1) da Universidade de Harvard nos EUA sobre os maiores produtores de petróleo em 2020. Esse relatório ilustra  bem o que é o real pensamento que governa o mundo. Prognóstico otimista, grande aumento da produção de petróleo. Um importante avanço tecnológico permitirá a EUA e Canadá extrair petróleo de sedimentos rochosos. Brasil fica em sexto lugar graças ao pré-sal, superando a China. Os três maiores produtores,  são e continuarão sendo Arábia Saudita, EUA e Rússia.

      Do estudo mencionado da Universidade de Harvard o leitor pode concluir qual é o verdadeiro pensamento dos dirigentes mundiais: seguir produzindo alegremente petróleo  pelos próximos (50, 100?) anos.

       Vou deixar  meu pensamento bem claro para evitar ser tergiversado. Os ecos-radicais associam tudo com aquecimento global. Então, deixo bem estabelecido, sim SALVEMOS O PLANETA. Salvemos o planeta da fome, da sede, das epidemias, das guerras, dos vazamentos de petróleo, dos pneus usados descartados, do lixo (industrial, hospitalar, doméstico), de esgotos não tratados, de material radioativo descartado, de ar sujo nas cidades, de asfalto que asfixia a terra, de herbicidas e pesticidas descartados, de aqüíferos contaminados; em fim, a lista é longa. Esses sim são os inimigos do planeta e da humanidade.

        Podemos nos orgulhar porque nosso país tem um rol de primeira linha na tarefa de produção de alimentos. O Brasil tem a possibilidade de ser o principal provedor de alimentos do planeta. Já é o terceiro. Se os políticos não interferirem.

       Temos que nos proteger também do “fogo amigo”. Há em nosso país pessoas que sentem ódio ideológico pelo agronegócio. Muitos deles ocupam  posições de poder no governo, ou participam de ativos movimentos sociais, como o MST (Movimento Sem Terra). Também contam com poderosos aliados no mundo. Como a Igreja Católica da Alemanha! Curioso esse interesse da Igreja alemã no MST, não acha, leitor.

       É perturbador presenciar a afluência de indivíduos estrangeiros de todo tipo de organizações, confissões, atividades, se posicionando com relação aos territórios dos nossos compatriotas de origem pré-colombina. Não fica óbvio como o Governo Federal se faz presente. A apreensão é legítima se lembrarmos a “porosidade” das fronteiras do Brasil para as armas, drogas e pessoas.

(1) Leonardo Maugeri, “Oil: Never Cry Wolf- While the Petroleum Age is Far from over”, Science 304, págs. 1114 – 1115.

 

Anúncios

Exercite seu ceticismo

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s