IPCC posto em “Xeque”

Publicado: setembro 29, 2013 em Arquivo BFC!
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Correio Brasiliense

Contestamos o último relatório do IPCC, apesar de ter sido assinado por 259 pesquisadores representantes de 195 países, a maioria ligado órgãos governamentais, ONG’s e à área de meteorologia. Todos aqueles que contestam o propalado aquecimento global são excluídos de todas as discussões de grupos ligados ao IPCC, tanto aqui no Brasil como em outras partes do mundo. No Brasil diversos pesquisadores de universidades como a UFRJ, a USP, a UFPR, a UFAL, etc, com trabalhos envolvendo o tema são céticos quanto aos modelos apresentados pelo IPCC. Particularmente contesto o modelo de previsão adotado. A janela de tempo de análisecentre1950 – 2010 não é parâmetro para se estabelecer previsões de longo prazo.

A dinâmica climática não é continua, o tempo geológico, incluindo os 11.000 anos até o presente, mostra claramente isso. De acordo com o documento do IPCC, a previsão é que o aquecimento global até o final do século 21 seja “provavelmente superior” a 2 graus (com pelo menos 66% de chances disto acontecer). Até 2100, o nível do mar deve aumentar de 45 a 82 centímetros, considerando o pior cenário (ou de 26 a 55 centímetros, no melhor), e o gelo do Ártico pode diminuir até 94% durante o verão local. Essa informação é contestável em todos aspectos, primeiro é que existem poucos dados sobre o hemisfério sul, por exemplo, o manto de gelo da Antártica foi pouco alterado nos últimos 18.000 anos, ao contrário do Ártico que diminuiu. Aqui no Brasil esse ano ocorreu um evento atípico, nevou em aproximadamente 180 cidades, incluindo cidades do sul de Minas e o Pico do Itatiaia no Rio de Janeiro. Segundo, o comportamento do nível do mar não é uniforme, todo estudante de geologia sabe disso, parece elementar. Uma sobrelevação do nível do mar depende de uma série de fatores, climáticos, tectônicos, mudança de posição do geóde, sedimentação, etc.

A variação do nível do mar no sudeste brasileiro nos últimos 11.000 anos foi de aproximadamente 8,0 m, sendo uma oscilação negativa de – 5,0 m (resfriamento) ocorrida a 11.000 anos antes do presente e uma oscilação positiva de + 3,0 m (aquecimento) ocorrida a 5000 anos antes do presente. Essa pesquisa foi realizado pelo Laboratório de Geologia Costeira, Sedimentologia e Meio Ambiente do Museu Nacional – UFRJ. A variação do nível do mar em 1000 anos é de aproximadamente 0,80 m, portanto não chega a 1,0 m em um milênio. Esses valores foram obtidos e comprovados no litoral do Rio de Janeiro. Como pode ser visto, são bem diferente de uma mera previsão apresentada pelo IPCC. A erosão costeira no Brasil não tem nenhuma relação com o aquecimento global, nós que atuamos com pesquisas em áreas costeiras, sabemos muito bem disso. A erosão costeira é decorrente da urbanização da orla, construção de estruturas de engenharia mal planejadas, construção de barragens, e também, decorrente de fatores naturais, entre estes, entradas de frentes frias, alteração da dinâmica do transporte de sedimentos, etc. Não temos elementos suficientes para apontar uma tendência de aquecimento global. Prever uma tendência de aquecimento global no hemisfério sul, incluindo o Brasil é um grande equivoco.

A história geológica da terra sempre foi marcado por período glaciais (frios) e intergraciais (quentes). Experimentos de décadas não apontam tendências. O aquecimento ou o resfriamento da terra não é um processo continuo, depende de uma série de fatores astronômicos, geológicos, climáticos e oceanográficos. O homem apesar de contribuir de forma significativa com a degradação ambiental através da poluição, contaminação do solo, desmatamentos, etc, o mesmo, não é capaz de alterar o sistema climático mundial que depende muito mais de forças astronômicas. Fatores episódicos como o fenômenos El Niño altera o sistema climático da terra com tempo de recorrência entre 3 a 8 anos por exemplo, mas não é continuo. As temperaturas nunca tiveram tão baixas na última primavera nas Ilhas Britânicas por exemplo, é uma tendência, muito provavelmente não. No inverno desse ano as temperaturas nas serras gaúchas e catarinenses ficaram abaixo de zero, é uma tendência, muito provavelmente não.

O clima da terra é complexo, envolve várias variáveis, entre estas, as geológicas e as astronômicas que são completamente desprezados pelos teóricos do aquecimento global.

Atenciosamente,

Prof. Dr. João Wagner Alencar Castro – Área de Geologia Costeira e Marinha do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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comentários
  1. Ricardo disse:

    Parece que hoje em dia, o aquecimento global é resposta para todos os problemas do planeta: Se chove muito é o aquecimento global, se chove pouco também; Se esquenta, olha ele aí, mas se esfria, também (????) , até terremoto e tsunami é causado por ele. Não sei como tem gente que ainda acredita nessas balelas, deviam ao menos achar estranho essa onipresença dessa entidade mitológica chamada Aquecimento Global que está na raiz de tudo de ruim que acontece na Terra.

  2. Milan Trsic disse:

    Pois é, senhor Ricardo. Agora já estão surgindo evidéncias de que o aquecimento global é a causa do cáncer.

  3. David Suzuki, uns dos maiores canalhas do IPCC sendo desmascarado:

    http://www.torontosun.com/videos/2688543893001

    http://www.torontosun.com/videos/2688543893001#2695393090001

    A parte ruim são os aplausos, é evidente que a maioria das pessoas sabe muito pouco de ciência ou mesmo é capaz de raciocinar com lógica mesmo em um país de 1o mundo.
    Se quiserem assistir o programa completo o link é este:

    http://www.abc.net.au/tv/qanda/txt/s3841115.htm

    Abraços

  4. Link do youtube do programa com o David Suzuki:

    É cômico.

  5. José Bueno Conti disse:

    Muito boas as observações feitas feitas pelo Prof. João Wagner Alencar Castro,da UFRJ a respeito do último Relatório do IPCC. Mostram de forma clara os enormes equívocos contidos naquele documento baseado apenas em modelos climáticos de duvidosa eficácia como instrumentos de previsão e sem qualquer validação científica. São meramente especulativos. José Bueno Conti,professor de climatologia do Departamento de Geografia da USP.

  6. Parabéns Prof. João Wagner. O IPCC e o PBMC (aqui no Brasil) só têm piorado as coisas para eles mesmos, com cada vez mais ficção do que ciência. Os ciclos da natureza são amplos e não conhecidos em sua plenitude. O que mais o clima faz é mudar! Ricardo Augusto Felicio, professor de Climatologia do Depto. de Geografia – USP.

  7. Gabriel Santos Del Rio disse:

    cera que algum de vocês pode vir ate a escola estadual professor Francisco Antunes em Bauru SP palestrar sobre o ozônio efeito estufa fim da água e etc… s for possível esta visita por favor indiquem uma data nos comentarios e comunicarei a direto em novos comentários poderemos resolver horários tenho preferencia as terças e quintas dias das aulas de “Ciências” estou na sétima série do período da tarde

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