O CO2 não é o vilão do aquecimento global

Publicado: setembro 4, 2013 em Arquivo BFC!
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Luiz Carlos Baldicero Molion, PH.D. em Meteorologia pela universidade de Wisconsin, EUA

Um artigo publicado na prestigiada revista científica Nature, em 2009, focalizou a reconstrução das temperaturas no Leste da Antártica nos últimos 340 mil anos, feita por uma equipe de cientistas britânicos. Elas foram, nos últimos três interglaciais, entre 6ºC e 10ºC mais elevadas que as atuais. Entre 800 d.C. e 1200 d.C., o “Período Quente Medieval”, as temperaturas estiveram entre 1ºC e 2ºC acima das atuais, e o clima quente permitiu que os vikings colonizassem as regiões do norte do Canadá e uma ilha chamada Groenlândia (Terra Verde), hoje cobertas de gelo. 

Convém salientar que as concentrações atuais de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito estufa (GEE), são 30% e 130%, respectivamente, maiores que as concentrações dos GEE daquelas épocas e aqueles aquecimentos foram naturais e não forçados pelos GEE. De 1350 a 1920, entretanto, o clima se resfriou, com temperaturas 1,5ºC a 2ºC inferiores às de hoje, particularmente na Europa Ocidental, período bem documentado denominado Pequena Era Glacial. Porém, após 1920, o clima voltou a se aquecer e as temperaturas se elevaram. 
Que ocorreu um aquecimento global nos últimos 100 anos não há dúvida! A questão que se coloca é se o aquecimento observado é natural ou antropogênico e se é controlado pelo CO2? 

Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO2 não estão relacionadas entre si, ou seja, o CO2 não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento do CO2 na atmosfera. No término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a temperatura do planeta já tinha aumentado 0,4 0C, mas o homem emitia menos de 10% do carbono que lança hoje na atmosfera. No período pós-guerra, quando a industrialização se acelerou e o consumo de petróleo e consequentes emissões aumentaram significativamente, houve, contrariamente ao que prevê a teoria do aquecimento global antropogênico (AGA), um resfriamento global, a ponto de, em 1976, os climatologistas afirmarem que uma nova era glacial estava em via de começar. Esse período de resfriamento coincidiu com o resfriamento dos oceanos. 

Recentemente, entre 1977 e 1998, ocorreu um breve período de aquecimento dos oceanos e do clima, e é esse aquecimento que está sendo atribuído às emissões humanas. Na realidade, os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos (incluídos vulcões) somam 200 bilhões de tonelada por ano. 

As emissões humanas são insignificantes em relação às naturais. Não há evidências científicas, portanto, que o CO2 emitido pelo homem interfira no clima global, sendo variabilidade deste natural. Também não há comprovação que o nível dos mares esteja subindo. Al Gore, em seu filme A Verdade Inconveniente, laureado com o Oscar em 2007, afirmou que o nível dos mares irá aumentar 20 pés (6 metros!). 

Os satélites, que medem o nível do mar, detectaram um aumento de 3,4 mm por ano durante 1993 e 2006. Isso corresponde a um aumento inferior a 5 cm nesses 14 anos. Essa elevação terminou em 2006 e foi provocada por um ciclo lunar de 18,6 anos. 
O pico desse ciclo ocorreu entre 2005 e 2007. Elevou o nível do mar nos trópicos, gerando marés altas e acelerando as correntes marinhas, que levaram mais calor para os polos. As águas oceânicas mais aquecidas entraram por debaixo das geleiras flutuantes, derreteram a sua base e sua parte aérea despencou. 

Ou seja, um ciclo natural, que já ocorreu antes e se repetirá em torno de 2025. Um ponto importante é que o CO2, o dióxido de carbono, tem sido tratado pela mídia como se fosse um vilão, um poluente! CO2 é o gás da vida! Nós e os animais não produzimos a comida que ingerimos. Quem o faz são as plantas, via fotossíntese, por meio da qual retiram CO2 do ar e o transformam em amidos, açúcares, fibras dos quais nos alimentamos. Na hipótese absurda de eliminar o CO2, a vida acabaria na Terra.

Fonte: Revista Galileu

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comentários
  1. marlene mendes santos disse:

    O nosso C02 virou moeda de troca p/ muitos paises, e ha interesses economicos entre governos e empresas. Quem se preocupa hoje com as guerras atuais, civis sendo mortos, muita gente passando fome? Acho que isso vai pesar no bolso dos paises ricos. Ou eu estou errado?

    • Vai pesar no bolso dos pobres, como sempre, é eterna luta de classes. O Brasil é um país rico? Rico em corrupção, povo não sabe nem votar ainda, além que não se tenha candidatos à altura devido ao sistema atrasado.

  2. Muito interessante este site! Sou geógrafo e sempre gostei da parte de climatologia, mas eu também um dia acreditei Aquecimento Global.Pesquisando achei algo interessante sobre o cientista russo Habibullo Abdusamatov, onde dizia através da cor/espectro de Marte estava com às temperaturas mais baixas, mostrando que o Sol seria o responsável (Minimo de Eddy) e não o CO2. Alguém já leu algo? Em breve EUA vão poder usar como moeda de troca “o gelo”. Imagino que o Brasil vai aceitar de boa todos as pessoas que quiserem entrar aqui para numa situação de grande imigração de saída de países com “frio rigoroso”. Daí teremos mais alguns com fome!

  3. Enio Augusto Góis de Araújo disse:

    Olá , amigos do Fake Climate , tudo bem ? Trouxe uma notícia fresquinha que desmascara de vez a alegação que o AGA está fazendo o gelo do Ártico desaparecer. A notícia é esta: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2415191/Global-cooling-Arctic-ice-caps-grows-60-global-warming-predictions.html . Aí eu pergunto: cadê o aquecimento global antropogênico ? Já passou da hora desses “cientistas” do IPCC tomarem vergonha na cara e reconhecer que estavam profundamente errados. Gostaria que vocês espalhassem essa notícia. Quem sabe essa mídia brasileira sensacionalista toma vergonha na cara e para de ficar divulgando essas notícias idiotas sobre o AGA.Um grande abraço , Enio Augusto.

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