A Terra está esfriando?

Publicado: janeiro 16, 2013 em Entrevistas e debates
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Luis Carlos Molion, Metereologista.

Luiz Carlos Molion é daqueles que não temem nadar contra a maré. Paulista, formado em Física pela Universidade de São Paulo e com pós-doutorado em Meteorologia, na Inglaterra, o professor da Universidade Federal de Alagoas expõe ao mundo um argumento bem diferente daquele apresentado pela maioria dos meteorologistas ligados ao Painel Intergovernamen-tal sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Representante da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion revela que o planeta está passando por um processo de resfriamento. Com mais de 40 anos de experiência em estudos do clima, o pesquisador afirma que o homem e suas emissões de carbono não causam o aquecimento global, que já serviu de pano de fundo para filmes e documentários. Molion vai além: denuncia que as medições dos níveis de carbono são manipuladas para atender a interesses econômicos. O buraco da camada de ozônio também está na mira do especialista. Para ele, o rombo não passa “de balela”.


Diário Catarinense – Enquanto o mundo tenta frear as emissões de carbono, o senhor diz que o aquecimento global não existe e que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion – Ao contrário do que se diz, o homem não é capaz de influenciar o clima global. Por isso, as emissões de carbono não influenciam na temperatura da Terra. O Sol, fonte de energia do sistema climático, causa variações repetitivas. A cada 90 anos, o astro alterna períodos de atividade máxima e mínima. Registros apontam que o Sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e início do século 20. Desde 2008, entramos nesse pico que deve se estender pelos próximos 22, 24 anos.

DC – Até lá, a temperatura da Terra vai diminuir?

Molion – Sim, a radiação que chega vai diminuir e favorecer a queda da temperatura em até 0,3ºC. O clima global também será afetado pela queda de temperatura da água dos oceanos. Teremos invernos mais rigorosos com muita geada em Santa Catarina. O sistema Argo, 3,2 mil boias espalhadas pelos oceanos para medir a temperatura e salinidade, mostrou a perda de calor. Como os oceanos fazem parte de 71% da superfície terrestre, eles são fundamentais para o clima do planeta. Só o Pacífico ocupa 35% da superfície e está resfriando desde 2000.

DC – O resfriamento do Pacífico contraria a elevação da temperatura média da Terra divulgada pelos relatórios oficiais do IPCC. Como o senhor explica?

Molion – O problema é que os termômetros estão instalados em cidades muito urbanizadas que registram uma diferença de 3ºC do campo. Outro fator é que os dados colhidos são ajustados para mostrar um falso aquecimento. Manipulam para que os invernos fiquem mais amenos e os verões mais quentes. Hackers invadiram o sistema de um dos braços direitos do IPCC e perceberam as modificações feitas de propósito. O aquecimento, a exemplo do buraco da camada de ozônio é balela. Deixaram a ciência de lado para se tornarem um negócio para empresas que querem expandir os lucros.

DC – Qual o interesse em manipular dados sobre a temperatura?

Molion – O aquecimento, agora, é uma plataforma política e econômica. Reduzir as emissões de carbono é reduzir a geração da energia elétrica, base do desenvolvimento de qualquer lugar. Como existem países que têm a sua matriz calcadas nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção. Os países em desenvolvimento, como o Brasil, seriam os mais afetados, como sempre. Os ricos, mesmo não tendo mais recursos naturais disponíveis poderiam reduzir. Mas para não morrer de frio precisariam consumir mais energia e também seriam afetados pelo resfriamento.

DC – A redução de CO2 proposta na Conferência de Copenhague é válida para algo?

Molion – O CO2 é o gás da vida! Não é poluente, como é divulgado. Ele é o gás das plantas e está provado que quando se dobra a produção de CO2, se dobra também a produção das plantas. Melhor para a atmosfera e para nós! A redução poderia beneficiar porque os combustíveis fósseis são poluentes por causa do enxofre e de outros elementos. Quando liberados, eles se combinam com a umidade do ar e viram gotículas de enxofre, que atacam o sistema pulmonar das pessoas.

DC – O senhor contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion – Os fluxos naturais dos oceanos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se os países reduzirem pela metade, não vai mudar absolutamente em nada no clima.

DC – Se não há aquecimento global porque as geleiras estão derretendo?

Molion – Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, as geleiras não estão derretendo. Pedaços de gelo flutuante, que ficam na superfície da água, estão se desprendendo do iceberg, corpo de gelo com mais de 90% submerso. Eles flutuam no mar e não aumentam o nível dele. É mentira dizer que o mar está avançando.

Fonte: Diário Catarinense

O que é a OMM
– Organização Meteorológica Mundial (OMM), do inglês World Meteorological Organization (WMO). É um organismo das Nações Unidas que acompanha a meteorologia, a hidrologia e ciências geofísicas. Estuda o comportamento da atmosfera terrestre, interação com os oceanos e distribuição dos recursos hídricos no planeta.
O que diz o IPCC
– O IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) é o braço das Nações Unidas para estudar as mudanças climáticas. Criado em 1988 pela OMM e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), fornece informações científicas sobre as conclusões. É hoje a principal autoridade internacional sobre aquecimento global.
– O consenso dos relatórios do IPCC é de que a ação humana intensifica o ciclo de mudanças climáticas no planeta – o que inclui a tendência de aumento médio na temperatura.
– Os cientistas alinhados com o IPCC explicam que a tendência não é linear. Pode haver uma sequência de anos um pouco mais frios sem que isso contradiga a teoria.
– As consequências do aquecimento global seriam o aumento do nível do mar, seca em regiões úmidas e aumento da intensidade de fenômenos naturais como tempestades e furacões.
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comentários
  1. Interessante, agora so resta filtrar todas estas afirmaçoes e nao toma-las como verdades absolutas

  2. Sidney Campos disse:

    Molion, a sua resposta não foi muito direta a pergunta feita! Queremos saber por que o gelo das geleiras está recuando (derretendo), como podemos ver nas fotografias tiradas em sequencia de períodos. O isso também é mentira?

    • marcos disse:

      O gelo derrete todo os anos, há bilhões de anos! Vc sabe o que é inverno e verão? se vc sabe então poderá descobrir que o verão do pólo norte, e do pólo sul, recebe radiação 24 horas por dia, e o gelo que congelou no inverno derrete. Não querer que o gelo que congelou no inverno não derreta no verão é a mesma coisa que não querer derreter o gelo que vc coloca no copo de sua coca-cola. Por que vc acha que a sonia bridi só visita o pólo norte em julho e o pólo sul em janeiro? INFORMEM-SE, ou assistam a globo e DESINFORMEM-se

    • Caique disse:

      Sidney, o fato é que essas fotos sequenciadas não provam muita coisa. O planeta é extremamente dinâmico e nós somos muito leigos ainda para ter tamanho conhecimento. A verdade é que geleiras que estão em superfície aquática após derretidas causam um aumento muito pequeno no volume de água. Uma questão física (lei de conservação da massa).

      O que pode causar aumento seriam as geleiras em superfície terrestres. Elas oscilam muito durante meses, anos e décadas. Têm-se verificado uma consistência a longo prazo no nível de gelo.

      Concluindo, os dados são totalmente manipuláveis para ambos os lados, céticos e aquecimentistas, uma vez que as conclusões são um pouco mais complexas do que um sequenciamento de fotos. Agora, a minoria normalmente é aquela marginalizada e escondida; e ela normalmente contém a mais pura realidade.

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