Mudanças climáticas? Onde?

Publicado: dezembro 5, 2012 em Arquivo BFC!
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Por Zbigniew Jaworowsky, M.D., Ph, D., D. Sc.
Do Laboratório Central de Proteção Radiológica de Varsóvia, Polônia.
Também exerceu como chefe do UNSCEAR, Comitê Científico
das Nações Unidas sobre Efeitos das Radiações Atômicas.

Apesar dos milhões de dólares nos estudos e milhões de anúncios difundidos, o aquecimento global anunciado pela indústria do modelo climático computadorizado não é cientificamente real.
A quantidade de dinheiro gasto nos estudos sobre o clima no mundo inteiro chegou à incrível cifra de 5.000 milhões de dólares ao ano [1]. Somente nos Estados Unidos é gasto mais de $2.000 milhões, sem incluir o custo dos satélites, barcos e construções de laboratórios [2]. Os climatologistas obtiveram uma extraordinária quantidade de dinheiro ao inventar uma visão catastrófica a escala planetária, provocada pelo homem.

Nas décadas de 70 e 80, os modelos calculados anunciaram uma duplicação do conteúdo de CO2 na atmosfera para os próximos 60 anos. O efeito estufa deste aumento de CO2, juntamente com outros gases liberados pelo homem na atmosfera – CH4, N2, CFC-11 e CFC-12 – se acreditava que aumentaria a temperatura global da superfície em 5°.

Nas regiões polares o aumento previsto chegava aos 10° [3-5]. Mais tarde, os climatologistas truncaram as estimações dos modelos computados do aumento da temperatura causado pelo homem para o ano de 2100 a 3,5°C [6], primeiramente e seguidamente a 2,3°C. [7]
O aquecimento global provocado pelos gases atribuídos ao efeito estufa e pela ação do homem é apresentado normalmente como uma catástrofe, que levaria a extinção em massa de animais e plantas, epidemias contagiosas e parasitárias, secas e inundações e também invasões de insetos mutantes resistentes aos inseticidas.

Acredita-se que o derretimento dos glaciais provocará uma elevação de 3,67 metros do nível dos mares, inundando ilhas, áreas costeiras densamente povoadas e grandes metrópoles [6, 8]. Acredita-se que ocorrerão migrações em massa e uma quantidade de outras consequências sociais e ambientais – sempre prejudiciais – incapazes de trazer benefícios. De acordo com um climatologista norte-americano, a tática de “atemorizar” parece ser a melhor para conseguir fundos para os estudos do clima. O Dr. Stephen Schneider, um importante profeta do aquecimento global se expressa rotundamente:    

Para capturar a imaginação do público… devemos fazer… declarações simples e dramáticas, e muito pouca menção às dúvidas que possam existir… “Cada um de nós deve decidir qual é o equilíbrio correto entre ser efetivos e honestos”. [9]

Grandes organizações internacionais como a Organização Mundial de Meteorologia (WMO), o Programa das nações Unidas para o Ambiente (UNEP), o Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC), e outras, dirigem o enorme fluxo de dinheiro para os estudos do clima.

As fontes de estes fundos são os governos de muitos países, a União Europeia e o Banco Mundial. O IPCC foi fundado em 1988 e se converteu no principal conselheiro científico para os países que fazem parte da Convenção do Trabalho sobre Mudança Climática das Nações Unidas, adotada em 1992 no Rio de Janeiro e conhecida como o “Tratado sobre o Clima”.

Os informes do IPCC, que se converteram na Bíblia de burocratas e fanáticos ecologistas, acusa a civilização de ser a responsável do aquecimento global, e repetidamente declara que eles refletem um verdadeiro “consenso” na comunidade científica.

Esta declaração sobre o consenso é absolutamente falsa: as avaliações, conclusões, e ainda o método de trabalho do IPCC são criticados na atualidade por numerosos cientistas. Uma descrição mais exata da atual situação será a de controvérsia. A ciência não progride mediante um processo de consenso ou votação. Não houve um consenso sobre a ideia de Copérnico, em seu tempo, sobre a Terra girar em torno do Sol.
O consenso não é necessário na ciência; é útil para os políticos.

Muitos notáveis e competentes expressaram suas opiniões criticando os informes do IPCC. Por exemplo, o Dr. Frederick Seitz, ex-presidente da Academia Nacional de Ciências dos EEUU e da Sociedade de Físicos Americana, presidente emérito da Rockfeller University, antigo presidente do Defense Science Board, e ex-conselheiro Científico da OTAN declarou: “Jamais presenciei uma corrupção mais perturbadora num processo de revisão dos pares (peer review), que os eventos que conduziram a este informe do IPCC” [10]. O Dr. Keith Shine, um dos principais autores dos informes do IPCC, descreveu o processo de edição do informe de 1996 do IPCC como segue:

“Nós fazemos um rascunho (informe), e logo os responsáveis pela política reveem cada linha deste e modificam o modo que foi apresentado. É algo muito peculiar que eles tenham a última palavra no que contém um informe científico.”

Aproximadamente metade dos cientistas que fizeram parte da preparação do informe do IPCC de 1996 não estão de acordo com suas conclusões, e isto dificilmente é um “consenso”. Até as mais importantes publicações do meio científico, Science & Nature, expressaram a falta de consenso do IPCC e a sua metodologia equivocada. Nature dedicou duas publicações ao tema, [13,14] e uma publicação na Science diz que:

“Se examinamos alguns artigos científicos sobre o tema (modelo do aquecimento global) podemos encontrar um acordo virtualmente unânime de que os modelos computados são deficientes”. [15]

A incompatibilidade que existe entre os procedimentos do IPCC com as normas usuais da investigação científica levou a Science a dizer que “a reputação do IPCC por correção nos procedimentos e construção do consenso em torno da exatidão científica estará permanentemente comprometida”. [16]

O Foro Europeu de Ciência e Ambiente (ESEF), uma organização independente, publicou recentemente duas monografias nas quais alguns científicos (inclusive Sir Fred Hoyle) apresentam estudos que contradizem as conclusões do IPCC [17,18]. Mais de uma centena de científicos ratificaram a Declaração de Leipzig, protestando pelo suposto consenso do IPCC e a implementação do Tratado de Rio.

A Declaração de Leipzig qualificou os termos deste tratado como “políticas drásticas carentes de apoio verossímil da ciência subjacente – (…) mal assessorada, plena de perigos econômicos e provavelmente resultará contraproducente.”

Em 1998, 17.000 científicos firmaram a Petição de Oregon, protestando pelos acordos de Kyoto em 1997. [19] Estes acordos demandaram, entre outras coisas, a redução de 35% na produção de energia dos Estados Unidos durante uma década.

Os chefes do IPCC e organizações relacionadas estão atentos à ameaça de perder credibilidade (portanto, os fundos), pode ser visto num recente artigo do ex- presidente do abertamente político IPCC, Bert Bolin, e quatro importantes funcionários de Mudança Global e Ecossistemas Terrestres (GCTE) e do Programa Internacional Geosfera-Biosfera (IGBP). (Ver Prof. Corte Real). Bert Bolin escreveu em Science, setembro 14, 1999, comentando o estudo de DeLucia et al., (Science, maio 14, 1999, p. 1177), previa para o ano 2050 que os bosques irão absorver 50% do CO2 produzido pelo homem – ou seja, que não existe um iminente aquecimento global. Bolin et al. declarou:

“No atual clima político pós Kyoto, as afirmações científicas sobre o comportamento do ciclo do carbono terrestre devem ser feitas com  precaução. . .”

Isto é uma clara tentativa de incluir um critério político nas declarações científicas, e uma limitação da liberdade da ciência. Aquela declaração alude ao espírito pagão do politicamente idealizado acadêmico soviético, Trofim Lysenko. (Ver Artigo Sobre Lysenko)
Ambas as ideias, a do aquecimento global induzido pelo homem e a limitação do consumo de combustíveis fósseis foram politizadas há pouco tempo. (20)

O aquecimento global se converteu numa  justificação necessária para a popular proposta neo-maltusiana de limitar o crescimento da população nos países do Terceiro Mundo, e os impostos excessivos sobre a queima de combustíveis. O chamado “imposto BTU” seria de 500 dólares por tonelada de carvão [21] causando um aumento de oito vezes no preço do carvão betuminoso e uma drástica redução da atividade econômica. A indústria nuclear aplaude isto, acreditando de maneira ingênua que, de alguma maneira, o medo ao aquecimento global fará que a opinião pública seja mais favorável para a energia nuclear.

Maurice Strong Secretario General da Conferencia sobre Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, realizada no Rio de Janeiro no mês de junho de 1992, indicou o cenário para a luta política: “Podemos chegar ao ponto de que a única forma de salvar o mundo seja o colapso da civilização industrial” [12]. Strong foi apoiado por Timothy Wirth, Subsecretario de Estado para Assuntos Globais: “Temos que seguir com o tema do aquecimento global. Mesmo que a teoria do aquecimento seja equivocada, estaremos fazendo o correto em termos de política econômica e ambiental”.

Richard Benedick, outro representante do Departamento de Estado, declarou: “Se deve implementar um tratado sobre o Aquecimento Global ainda que não exista evidencia científica que respalde o efeito estufa”. Maurice Strong seguiu com sua ideia do “desenvolvimento sustentável” que, segundo ele, pode ser implementado “por uma deliberada busca da pobreza… reduzido consumo de recursos… e estabelecimento de níveis de controle da mortalidade”. Esta sentença de morte alude às recomendações de Thomas Malthus no século XVIII, que aconselhava:

“Toda criança que venha a nascer, além do necessário para manter a população a este nível, deve necessariamente perecer, a não ser que no lugar destas morram adultos… Portanto, devemos facilitar, ao invés da falta de razão, tentar impedir as operações da natureza para produzir esta mortalidade”. [22]

Benefícios e Custos do Catastrofismo

As advertências dos climatologistas sobre temas catastróficos são bem-vindas pelos ministérios de proteção do ambiente, porque justificam sua própria existência. Também são bem vindas pelos ministérios de economia, desejosos de incrementar os orçamentos de seus governos através de novos impostos. Assim, os interesses dos climatologistas de obterem fundos para seus trabalhos convergem com os interesses dos governos. De fato, os governos podem ganhar 500 vezes mais que os climatologistas: estabelecer impostos a todas as emissões industriais de CO2 na atmosfera (cinco giga toneladas anuais de carvão) podem chegar aos 2,5 bilhões de dólares por ano. Não obstante, as perdas na economia mundial serão varias vezes maiores, arruinando toda a indústria do mundo e ocasionando um empobrecimento em massa – tal como propôs Maurice Strong no Rio de Janeiro. De acordo com Sir Fred Hoyle, isto poderia fazer com que regressemos às Trevas da Idade Media. [23]

Faz somente 25 anos, na década de 70, o aquecimento do clima era chamado “melhora”, ou seja, um clima mais benigno, e os períodos quentes do passado se conhecem como “ótimos climáticos”.

O Dr. Stephen Schenider, o mais notório dos profetas da catástrofe do aquecimento, advertiu nos anos 70 que as emissões industriais induziram um drástico esfriamento – que pouco depois do ano 2000 trazia una nova Idade de Gelo [24]. Nessa época  o esfriamento era um melhor provedor de fundos para o ataque contra a indústria que o aquecimento.

As Bases Científicas para as Teorias Climáticas

O Aquecimento global, supostamente causado pelas emissões humanas de CO2 e outros gases de estufa, é una hipótese baseada nos modelos computadorizados e argumentos teóricos. As bases mais importantes para esta hipótese é a análises de gases de estufa nas amostras de gelo da Groenlândia e da Antártida. Sobre os resultados, os glaciologistas deduziram que o conteúdo de CO2 na atmosfera pré-industrial era 26% menor que hoje. Em muitas investigações publicadas na última década foram demonstrados que os estudos das amostras de gelo estão manchados pela manipulação de dados, a contradição ilegítima de resultados que no convêm e interpretações unilaterais que desqualificam estes estudos como uma fonte confiável de informação sobre as mudanças da atmosfera durante épocas do passado.

figura 1Figura 1

Variação da Temperatura na Superfície da Terra

As três curvas mostram variações de temperatura na superfície da Terra durante o último milhão de anos (a), os últimos 10.000 anos (b) os últimos mil anos (c). A linha pontilhada horizontal representa a temperatura no início do século XX.

Fonte: IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática), 1990 (Nota 6).
A baixa concentração de CO2 e outros gases encontrados no gelo, são artefatos resultantes da variedade de mais de 20 processos químicos e físicos que ocorrem, sejam nas capas de gelo polar ou como consequência da perfuração do gelo. Não são as verdadeiras concentrações da atmosfera pré-industrial.

A maioria destes processos tende a diminuir a concentração de CO2 nos gases das inclusões. Estes fatos foram totalmente ignorados pelos glaciologistas na sua unilateral interpretação de resultados analíticos [25-33]. Por outra parte, uma análise minuciosa das abundantes medições de CO2 da atmosfera realizadas no século XIX, mostra que a concentração media antes de 1900 eram 335 partes por milhão no volume (ppmv) [34] – ou seja, similar à concentração de CO2 de 1978.

Recentemente foi descoberta a existência de uma relação inversa entre as concentrações de CO2 atmosférico e a frequência de estomas nas folhas das árvores, e que este procedimento provê um método preciso para detectar e quantificar as flutuações do CO2 durante os séculos anteriores.

As folhas de ácer recuperadas de depósitos de um lago na Dinamarca e datadas da era do Holoceno por uma equipe de cientistas holandeses, por exemplo, demonstram que 9.600 anos antes de nossa era, as concentrações atmosféricas de CO2 eram de 348 PPM – igual que as concentrações de 1987. Desde 9.600 anos antes que hoje (AAH) até 9.400 AAH, os níveis se mantiveram entre 333 y 347 ppmv. De modo que, mesmo contra as famosas estimações de gelo, o sinal da frequência de estomas indica que as concentrações de CO2 no Holoceno inicial eram similares as do final do século XX.

Os autores do estudo holandês declararam “Nossos resultados contradizem o conceito do CO2 relativamente estável do Holoceno de 270 a 280 ppmv até a revolução industrial” [35]. Os estudos das folhas de árvores corroboram a crítica dos estudos de mostras de gelo e destroem as bases da hipótese do aquecimento global.

Mudanças de temperatura: Os longos Ciclos

O conteúdo atmosférico do CO2 e das temperaturas nunca foram estáveis; estiveram flutuando desde primórdios da historia. A evidência geológica indica que a concentração atmosférica de CO2, agora é de 350 ppmv, era de 5.600 ppmv no final do Ordovícico, faz 450 milhões de anos [36]; no período Carbonífero, 340 milhões de anos antes que agora, era de 4.000 ppmv; no período Cretáceo – 90 milhões de anos atrás – o nível era de 2.600 ppmv. Estas concentrações altas não estavam, de maneira óbvia, associadas a nenhum “descontrolado efeito estufa”, o mantra dos propagandistas do aquecimento global.

Durante os últimos 100 milhões de anos, a temperatura média superficial e a concentração de CO2 atmosférico diminuiu sistematicamente [37]. Há 50 milhões de anos atrás, a concentração de CO2 (2.000 ppmv) era quase 6 vezes maior que hoje, porém as temperaturas eram somente 1,5°C mais altas! No período Ordovícico, quando o conteúdo de CO2 no ar era 16 vezes mais alto que agora, a temperatura dos trópicos não aumentou, e nas altas latitudes se registrava a glaciação de Gondwanaland. [36]

figura 2

Figura 2

As temperaturas da superfície do Mar dos Sargaços – a leste das Índias Ocidentais- foram determinadas pelo período de 3.000 anos analisando a relação de isótopos de oxigênio de organismos fósseis nos sedimentos do fundo. A informação vai até o ano 1975. Durante o l período de aquecimento –aproximadamente 580 D.C.- os países do Mediterrâneo, o subcontinente Indico e China, viveram uma bonança sem precedentes. Perto de 500 D.C., um período de esfriamento associado a uma declinação da economia e civilização europeia, da que se recuperou com um novo aquecimento no ano 1000 D.C. A partir do fim da Pequena Era do Gelo, a temperatura não voltou a ser tão alta como durante o Ótimo Climático Medieval. Fonte: Adaptado de: L.D. Keiwin, 1996, Science, Vol. 274, pp. 544-546.

A razão para a falta de correlação entre as mudanças de temperatura e as concentrações de CO2 nas épocas anteriores, não é o gás de estufa CO2, mas sim o vapor da água. Também é o caso de que o aumento das concentrações de CO2 acima de um nível, que sejam mais baixos, não podem causar um aumento da temperatura (ver abaixo). Não foi o CO2 quem determinou as permanentes oscilações do clima terrestre, e sim as mudanças na constante solar que estão perfeitamente correlacionadas com as oscilações climáticas com uma periodicidade de 2.500 anos. Isto é sugerido pelos depósitos glaciais no fundo do Atlântico do Norte, depósitos de sal nos glaciais, nos sedimentos oceânicos e no conteúdo do carbono-13 nos anéis das árvores.

Na escala de tempo mais longa, a duração dos alternados e assimétricos ciclos de longas glaciações e menores períodos interglaciais quentes, foram de 20.000 a 400.000 anos [39]. Há aproximadamente 2 milhões de anos, um ciclo durou tipicamente 100.000 anos, com ciclos glaciais de 90.000 anos de duração, e períodos quentes de 10.000 anos [6, 40, 41]. Durante os últimos 850.000 anos ocorreram 7 ou 8 de estes ciclos. (Ver Figura 1). A diferença de temperatura entre as fases quentes e frias é de 3°C. [42]
O atual período quente começou faz 10.500 anos (6), pelo que se pode esperar o início de uma nova glaciação, talvez nos próximos cem ou mil anos.

Após um Ótimo Climático aproximadamente 1.100 DC, ocorreu uma Pequena Idade do Gelo entre 1550 e 1700, quando a temperatura media do planeta foi 1°C mais baixa que agora (Figuras 1 y 2). Após de 1750, o clima voltou a esquentar, porém não alcançamos ainda o nível do século 12 (Figura 2). Por volta de 1938 houve uma aceleração do aquecimento, e nos 40 anos posteriores, até 1976, o planeta esfriou. Entre 1978 e 1984 ocorreu um rápido aumento da temperatura global na superfície.
O período de 40 anos de esfriamento da atmosfera global, entre 1938 e1976, ocorreu quando 75% do total do CO2 produzido pelo homem foram liberados à atmosfera (Figura 3). É obvio que todas estas alterações não dependeram das emissões antropogênicas de CO2.

O período de 40 anos de esfriamento da atmosfera global, entre 1938 e 1976, ocorreu quando 75% da massa total de CO2 produzido pelo homem foi liberado à atmosfera. As emissões anuais de CO2 antropogênico (linha de pontos) são registradas contra as mudanças de temperatura perto da superfície da terra (linha cheia). Fonte: Notas 96, 97, y 98.

figura 3

Figura 3

Na escala regional europeia, as medições de nove estações meteorológicas representativas nos mostram aquecimento entre 1780 y 1989. Exceto nos anos próximos a 1940, o clima na Europa foi esfriando durante os últimos 200 anos (Fig. 4). Por exemplo, entre 1780 e 1980, a temperatura de verão em Varsóvia diminuiu 0,39°C; em Viena, 0,91°C; em Praga e Budapeste, 0,53°C. Em Varsóvia, os dois períodos mais quentes foram os anos 1899-1919 e 1934-1954; em Viena, 1788-1817, 1943-1963 e 1970-1990; em Praga, 1797-1817 e 1943-1963; em Budapeste, 1788-1808, 1934-1954 e 1971-1991. O máximo desvio da temperatura media da região foi de +0,82°C, e se observou nos anos 1797-1817 [43].

figura 4

Figura 4

Exceto nos anos próximos a 1940, o clima na Europa foi esfriando durante os últimos 200 anos. Aqui se vêm as tendências das temperaturas de verão na Europa, 1780-1989, em nove estações meteorológicas de cidades representativas: Budapeste, Inglaterra central, De Bilt, Edimburgo, Hohenpeissenberg, Sao Petersburgo, Trondheim, Uppsala, e Varsóvia. Fuente: G.R. Weber (ver nota 43).

Nos Estados Unidos a temperatura media anual não indica grandes mudanças entre 1895 e 1997. A tendência em cem anos foi somente +0,022°C por década, e para o período 1940-1997, 0,008°C por década [44]. Todas estas flutuações regionais não podem ser relacionadas com a emissão de gases de estufa causadas pelo homem.

A medição por satélite das temperaturas da troposfera baixa oferece evidencia em contra da teoria do aquecimento global provocado pelo homem. Entre 1979 e 1997, estas medições (270.000 leituras diárias sobre 95% da superfície do planeta) revelam uma ligeira tendência ao esfriamento de -0,04°C por década (Fig. 5). No mesmo período de tempo as medições no nível do solo sobre terra e mares mostravam um aquecimento de +0,15°C por década, enquanto os modelos computados falam de 0,18°C por década [46]. As medições por satélites estão indicadas na Fig. 6. A diferença entre medições de satélites e globos, por um lado, e as de terra firme, por outro, se explicam usualmente como o resultado da influencia que tem o aquecimento local das cidades sobre as medições de terra firme, e por mudanças nos métodos das medições oceânicas.
figura 5

Figura 5

MUDANÇA DA TEMPERATURA GLOBAL MEDIA NA TROPOSFERA INFERIOR

As medições por satélite das temperaturas da troposfera inferior entre 1978 e 1997 (30.000 leituras diárias sobre 95% da superfície da Terra), revelam una ligeira tendência ao esfriamento de -0,4°C por década. As mudanças na media das temperaturas da atmosfera terrestre que se mostram aqui são as medições por satélite da troposfera inferior (linha cheia), e as próximas a superfície na linha de pontos.  Fonte: Adaptado de A.H. Gordon (ver nota 99).

Os dados de 107 estações na Califórnia para o período 1940-1996 mostram que a temperatura aumenta com o incremento da densidade populacional nas áreas onde estão localizadas as estações. Numa estação rural distante de uma “ilha urbana de calor” se registrou una tendência negativa durante o mesmo período 1940-1996. [47]
 figura 6
Figura 6
MEDIÇÕES POR SATELITES DA TEMPERATURA NA BAIXA TROPOSFERA
Medições por satélite das temperaturas da troposfera inferior entre 1978 e 1999 (Desvio médio)

Notas:
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Tradução: Camila Dias – Universidade de Albacete – ESP

Abraços tropicais!

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comentários
  1. Felippe disse:

    http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/08/julho-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-segundo-dados-da-nasa.html

    Estão promovendo esta publicação da NASA, onde a própria reportagem não diz de onde são esses dados da temperatura do mês de julho…pegam como referencia uma média de 30 anos (1950-1980) para comparar um único mês, na caso os 10 últimos meses..

    Agradeço a trabalho de vocês, Principalmente do Professor Ricardo Augusto Felício ( o qual assisto diversos videos, palestras e entrevistas) por abrir os olhos daqueles interessados e que se negam a aceitar o imposto pelo sistema capitalista.

    Poderiam me dar uma analise/posição para esta noticia?

    Desde ja agradeço a todos a todos profissionais envolvidos pelo importantíssimo trabalho!

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