Entrevista com o Prof. Dr. Ricardo Felício: “O que é o novo acordo sobre o clima?”

Publicado: outubro 26, 2012 em Entrevistas e debates
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fonte: terra.com.br

Essa entrevista com Prof. Ricardo não foi publicada, na íntegra, dada a divergência ao questionamento e posição política da revista Nova Escola.
Ela seria publicada na seção “Na Dúvida?” do site da revista Nova Escola.

(Mas como não foi integralmente, deixa que o blog fakeclimate publica. Não tem problema.)


Que países participam da criação do novo acordo sobre o clima? E que países vão ter mais voz nessa discussão?


Em geral, não teremos países com maior voz ativa e sim, maior articulação política para mercados “verdes” de maior potencial de consumo. As discussões serão realizadas por todos os países signatários de Kyoto, que atualmente estão entre 174. A discussão climática serve apenas para dar um embasamento, ou pano de fundo. A discussão principal é quem compra de quem e o que comprar.

Quais são os principais objetivos desse novo acordo? E quais as suas principais propostas?


Acelerar os processos de mitigação para implementar tecnologias caras de geração de energia, transporte veicular e aeronáutico, bem como outros produtos. Também para planejamento e comércio de um produto que não existe, como créditos carbono e afins. Impor Leis que deverão ser adotadas pelos países signatários que se refletirão no modo de vida das pessoas em geral. Em outras palavras, querem determinar o que devemos consumir, usar etc.

O que deverá mudar em relação ao Protocolo de Kyoto?

Tentarão colocar sanções e ações disciplinares para países quem não conseguirem realizar as metas absurdas estipuladas de emissão de gases. Ao mesmo tempo, forçarão uma adoção de Leis que implementem as novas e caras tecnologias “limpas”, porém ineficientes, desenvolvidas pelos países ricos, como painéis solares, moinhos eólicos e outros.

O Protocolo de Kyoto foi o primeiro acordo internacional para reduzir efeitos do aquecimento global? Quantos países assinaram?

Não, a tentativa de se impor um protocolo eco-ideológico começou na Rio 92, baseada no primeiro relatório do IPCC, órgão político da ONU, com objetivos muito claros de forçar uma mudança de tecnologias para pagamento de novas patentes, utilizando um cenário de terror climático. Esta comissão burocrática começou com aproximadamente 2000 pessoas, sendo que 95% do contingente nada tinha a ver com Climatologia e/ou Meteorologia. Só em 2008, mais de 650 pesquisadores e técnicos abandonaram o IPCC por não suportarem mais esta fraude. Estas notícias não chegam ao Brasil, porque nosso país precisa seguir a cartilha da ONU fielmente para conseguir expressão internacional. Para tanto, quer montar seu próprio IPCC nacional, situação esta que não existe em nenhum lugar do mundo. A partir de 1992, praticamente todos os anos há uma “convenção política do clima” onde só se apresentam pessoas fiéis à “causa” e nem sequer são realizados debates entre os cientistas sérios que são céticos e demonstram a face oculta de toda esta história.

Quais são as maiores dificuldades ou os maiores desafios para se chegar a esse novo acordo? Por quê?

Os custos. Custos operacionais, custos de desenvolvimento, custos humanos. Deve-se ressaltar que quase a totalidade dos povos da África queimam lenha para cozinhar. Na Índia, a coisa é bem pior, pois queimam esterco para sobreviver (só a rede globo para mostrar que tudo lá é lindo e maravilhoso). As coisas que não ficam claras para a população em geral é que estes acordos não enfatizam o benefício de se usar tecnologias baratas para os mais necessitados, ou seja, grande parte do mundo.
Alegam, pelo princípio da precaução, que devemos pensar nas pessoas do futuro, ou seja, pessoas que nem sequer existem, em detrimento das pessoas que necessitam agora. O que está a se armar é a maior falácia já vista pela Humanidade: conter o desenvolvimento e bem-estar da grande maioria da população do mundo, para garantir
a boa vida de poucos e lucros exorbitantes. Os políticos dos países sabem de tudo isto, mas não revelam, pois participam de diversos lobbies econômicos.

Atualmente, quais os países que mais contribuem para o agravamento do efeito estufa?

Nenhum país contribui para nada! Esta é que é a verdade e a questão só pode ser respondida assim. Pesquisadores sérios e céticos não acreditam neste falso protocolo, bem como no efeito estufa fabricado por uma convenção da ONU que não tem nada de científica, mas sim, política. O que se vende é uma imagem completamente errônea de que o Homem tem efeito sobre o clima global. Gastar trilhões de dólares para se obter um resultado pífio de “contenção do aquecimento global” demonstra exatamente que o Homem nada pode alterar na escala global. Esquece-se que os gases que eles chamam de estufa são uma insignificante parte dos gases traços da atmosfera (que não ocupam mais de 0,07%). A parte que cabe às atividades antrópicas é uma fração centesimal disto. As alterações climáticas são naturais e regidas por forças descomunais da Natureza, como o Sol, os raios cósmicos e, dentro da atmosfera, pelo vapor d’água e as nuvens. Atribuir o efeito estufa ao CO2 é lamentável e tratá-lo como poluente, insano! O que entristece mais ainda os cientistas que levam esta coisa a sério e ver que continuam afirmando que o suposto aumento da temperatura do planeta, fato este muito questionável, é atribuído à presença de CO2, quando na verdade é exatamente o oposto: o CO2 aumenta porque a temperatura aumentou. A fonte majoritária de liberação do gás é o oceano.

Como os países desenvolvidos e em desenvolvimento pretendem conseguir reduzir as emissões de carbono após o estabelecimento das novas regras?

Por outros mecanismos eco-imperialistas mais eficientes e que regerão sanções econômicas e políticas aos que não conseguirem cumpri-las. Com certeza, isto fere a soberania dos países, justificando, com muito senso, a posição estadunidense de não adesão. Esta é a questão principal que não é levada em conta neste cenário apocalíptico fantasioso. Um deles pode ser visto pela venda de créditos de carbono. Comercializa-se uma coisa que não existe. Permite-se que os desenvolvidos continuem a gerar tecnologias e riquezas, enquanto os pobres plantam árvores e passam fome. Só não falam que os pobres depois precisarão comprar essas tecnologias, os remédios, os parques industriais “ecológicos” etc. tudo dos países desenvolvidos. Este é o grande engodo que está por trás da falácia do aquecimento global e desenvolvimento sustentável.


Bem, acredito não ter sido a pessoa certa para as suas respostas, dado o tipo de posição e argumentação científica a qual nosso Departamento se dedica, sendo completamente contrária às articulações políticas.
Obrigado pela atenção.


At.
Ricardo

 

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comentários
  1. Nanda Montez disse:

    muito interessante !gostei dessa entrevista,toda verdade a tona,concordo totalmte com o prof.so mesmo essa midia manipuladora pra nao mostrar a verdade,infelizmente temos mtos alienados da globo,com certeza com sua sabedoria ira acorda-los .Parabens prof. Ricardo Felicio!

  2. […] Entrevista com o Prof. Dr. Ricardo Felício: “O que é o novo acordo sobre o clima?” […]

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