Lysenko e o Aquecimento Global

Publicado: agosto 10, 2012 em Arquivo BFC!
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(Trofim Lysenko. Fonte:google)

Em um site de ciências australiano há um interessante e bastante ácido texto que chama a atenção por relatar uma não tão conhecida falácia científica do passado, que em muitos sentidos guarda paralelos com a falsa ciência do aquecimento global antropogênico. Traduzimos o texto, exclusivo, para o blogfakeclimate!

A leitura é interessantíssima e vale cada segundo! Acompanhe agora a história de uma enorme falácia científica.

O texto pode ser encontrado originalmente em inglês no sítio lavoisier.com.au

Ok, eu sei que você quer ler o texto sobre o Lysenko. Mas não posso me furtar de anexar a esse post uma interessante notícia sobre o alarmista Michael Mann, o criador do absurdo taco de Hockey. Se na ciência há discussão. Para Mann nem sempre é assim… Clique aqui.

Boa leitura!

Lysenko e o Aquecimento Global

Paul Johnson (2008) escreveu que a causa aquecimentista é como a ciência Marxista ou Freudiana. Talvez um paralelo melhor seja a pseudociência de Lysenko.

Lysenko foi um agricultor insignificante que pensou ter uma nova forma de desenvolver culturas que aumentaria drasticamente a produção na Rússia faminta de Stalin. Ela foi chamada de vernalização, e incluía o tratamento das sementes antes do cultivo para afetar seu comportamento.
Significativamente, Lysenko primeiro introduziu suas ideias através da política, e teve enorme apoio. Alguns pensam que sua ideia teve apoio Marxista, porque afirmava que a biologia poderia ser alterada da forma que os comunistas desejavam para controlar o comportamento do povo. O governo tinha pressa em aumentar a produção de comida e em reprimir os confrontos entre os produtores, e Lysenko era um adepto e um propagandista e se tornou um líder que impressionava os camponeses.

Lysenko tornou-se o líder da Academia Lenin de Ciências Agrárias, e permaneceu afrente de todas as pesquisas do país na área. Ele prometeu triplicar ou quadruplicar os rendimentos agrários.

Ele demonizava a genética convencional, o que muito convinha a seus chefes que acreditavam que esta era a base por trás da eugenia fascista.
Oposição a Lysenko não era tolerada, sendo taxada de ‘burguesa’ ou ‘fascista’. Lysenko usou sua posição para acusar os geneticistas Mendelianos de ser “amantes de moscas e odiadores do povo”, causando sérias consequências. De 1934 a 1940, com as bênçãos de Stalin inúmeros geneticistas foram fuzilados, e outros exilados na Sibéria. Vavilov, por exemplo, um geneticista e biogeógrafo verdadeiramente grandioso, foi mandado para a Sibéria onde morreu de fome em 1943, e o próprio Lysenko tomou seu lugar como Diretor da Academia Lenin de Ciências Agrárias. Todos os sobreviventes da purga tinham de se manter calados. Em 1948 a genética foi oficialmente nominada de ‘pseudociência burguesa’ e a pesquisa genética cessou. Krushchev também apoiava Lysenko, mas após sua deposição em1964 a Academia de Ciências investigou seus arquivos e uma crítica devastadora a Lysenko veio a tona. A proibição oficial à genética veio em 1965.

Quando Lysenko taxou o pensamento Mendeliano de ‘reacionário e decadente’, ele também anunciou que seu discurso tinha a aprovação do Comitê Central do Partido Comunista. O paralelo é que o movimento do Aquecimento Global começou realmente com James Hanson, quando ele apresentou evidências ao Comitê do Senado Americano em Junho de 1988. Desde então, o IPCC vem trabalhando através de agências nacionais e internacionais. Hanson tornou-se conselheiro climático do presidente americano, de Al Gore e muitos outros incluindo o Lehman Brothers, que enxergou o comércio de emissão de carbono como uma nova oportunidade de negócio. O IPCC afirma que seus relatórios são escritos por mais de 2500 cientistas, mas na realidade eles são escritos por apenas 35, controlados por um número ainda menor.

A oposição ao aquecimento global é comparada à negação do Holocausto. Nós ouvimos constantemente que não há debate – o que dificilmente é uma aproximação científica. A influência do PICC se estendeu pela administração, e tornou-se cada vez mais difícil conseguir fundos para pesquisa sem crer no aquecimento global.

Mas porque governos seriam persuadidos a perseguir esta ideia antes que ela fosse cientificamente validada? Uma das razões é emergência do que alguns comparam a uma nova religião – o ambientalismo. É óbvio que politico algum quer ser visto como ‘anti-ambientalista’, ou perder os votos dos verdes. Os verdes por sua vez estão mais do que felizes em seguir o pensamento da mudança climática porque ele lhes dá enorme poder político. Como partido minoritário eles mantêm o equilíbrio do poder e os partidos maioritários não ousam ofender-lhes.

A máquina de propaganda do IPCC é magnifica, e sua maior arma é o filme de Al Gore, Uma Verdade Incoveniente. O filme ainda tem enorme impacto, embora a Suprema Corte britânica tenha decidido que ele não pode ser exibido em escolas sem maiores críticas por conter erros primários. Eu suspeito que o filme tenha sido a razão do Nobel da Paz ter sido entregue a Al Gore e ao IPCC. Outro hit da propaganda aquecimentista é o ‘gráfico do taco de hockey’, que pretende demonstrar que a temperatura mundial está aumentando numa taxa cada vez maior. Isto já foi totalmente descartado, mas parece estar marcado a ferro no inconsciente coletivo do publico e dos políticos. Inúmeras propagandas governamentais foram emprestadas ao movimento aquecimentista, e grandes meios de comunicação como a BBC resolveram promover o aquecimento global.

A mudança climática, como o Lysenkoismo, é muito mais fácil de compreender que as complexidades da ciência real. Isso é um atrativo para o publico, para os políticos e para outras pessoas de influência que podem falar como se entendessem do assunto. Quando perguntadas sobre os detalhes, eles remetem aos relatórios do IPCC.

Os assim chamados ‘relatórios independentes’ sobre o aquecimento foram escritos por Nicholas Stern, da Grã-Bretanha e Ross Garnaut, da Australia. Ambos deixam claro que não são cientistas e que basearam seus estudos nos relatórios do IPCC. Ainda assim os dois continuam fazendo declarações públicas advertindo sobre os perigos da mudança climática como se fossem experts. Isso mantem seus relatórios na mira do público, e ecoa a ciência falha do aquecimento global e do IPCC.

Em menor escala e sem necessidade de evidência, a culpa de tudo pode ser jogada no aquecimento global – secas, inundações, malária, furacões e até resfriamentos! A retórica do IPCC continua embora suas previsões tenham falhado, assim como o Lysenkoismo continuou quando o aumento na produção não chegou. A previsão do IPCC é de temperaturas sempre em alta, mas a temperatura global tem caído desde 1998. Agora eles adiaram o aquecimento em 15 anos porque algum agente desconhecido interveio. Os modelos não previam o acontecimento, mas esses minúsculos detalhes em nada afetam os fieis.

Alguns cientistas juntaram-se a causa aquecimentista no seu início, e agora estão tão comprometidos que não podem deixa-la. Outros trabalharam para o IPCC, mas demitiram-se quando perceberam o quanto seu trabalho estava sendo distorcido ou que a ciência real não condizia com as afirmações que eram feitas. Por sorte não temos o equivalente da Siberia para nos livrar deles. A questão do aquecimento global já dura vinte anos, e muitos centros administrativos e de pesquisa surgiram – muitos dos últimos utilizando simulações computadorizadas. As simulações são uma parte importante da ciência, mas não devem tomar o lugar da observação, teste das hipóteses e refutação. Agora existem departamentos de mudança climática, nomeados “Departamento de Aquecimento Global Causado pelo Dióxido de Carbono antropogênico”.

Não vamos esquecer o básico, que o único vilão da peça, aquele que está nos custando bilhões de dólares, é o dióxido de carbono antropogênico. Ele é o equivalente da vernalização da era de Lysenko.
Em suma, as comparações entre o Lysenkoismo e o aquecimento global são:
Iniciam pelas organizações políticas.
2. Afirmam que a ciência já está decidida. Não há nada a debater.
3. Ignoram ou negam a crescente evidência de que as previsões estão erradas.
4. Demonizam a oposição (genética Mendeliana; céticos do aquecimento global).
5. Atacam a oposição (execução e exílio; perda do emprego ou fundos para pesquisa).
6. Relacionam-se a uma ideologia em voga (Stalinismo; Ambientalismo).
7. Mantém uma enorme máquina de propaganda.
8. Criam uma imensa burocracia na qual as carreiras de muitas pessoas dependem da ideia dominante.
O paralelo é expresso muito bem por Helena Sheehan, que escreveu sobre o Lysenkoismo: “O erro foi que os procedimentos corretos para lidar com fenômenos tão complexos entraram em curto-circuito em nome de slogans e soluções simplistas impostas por decreto administrativo”.

O Lysenkoismo eventualmente foi substituído pela ciência de verdade. O mesmo acontecerá com o aquecimento global, porque a ciência real não vai embora.

Referências:

Paul Johnson, ‘The Nonsense of Global Warming’, Forbes Magazine. 6 October, 2008.

Helena Sheehan, Marxism and the Philosophy of Science: A Critical History (Humanities Press International). 1993

(Tradução: Lucas Canuto)

Abraços Tropicais!

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comentários
  1. […] a uma versão atual do “lysenkoísmo” (Temos um post que trata da história do Lysenko, clique aqui), que tem custado caro à Humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados […]

  2. […] alude ao espírito pagão do politicamente idealizado acadêmico soviético, Trofim Lysenko. (Ver Artigo Sobre Lysenko) Ambas as ideias, a do aquecimento global induzido pelo homem e a limitação do consumo de […]

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