Entrevista com Ricardo Felício! De novo? Não, não. Vamos para a aula!

Publicado: julho 11, 2012 em Arquivo BFC!, Entrevistas e debates
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Muitas entrevistas e debates são veículados nesse maravilhoso (e humilde) blog,  e todo esse conteúdo é de muita importância sem dúvidas.

Porém as vezes dá no saco. Os mesmo jornalistas, as mesmas perguntas e as mesmas respostas.

Portanto dessa vez será diferente, Ricardo Felício, explica sem amarras (nem perguntas infames) seguindo sua metodologia em grande palestra feita no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro! Assista a palestra completa!

Então vamos começar!

7:50 – “Aí quando vai na rede globo vira verdade.”  (já chegou dando o recado, a globo não é dona da verdade, temos que ser críticos!)

8:22 – “Eu sou Ricardo Felício, todos já me conhecem, inclusive tem um alvo pintado na minha camisa atrás”  ( HAUHUAAHUHAU )

Nessa segunda parte ele ilustra um de seus argumentos importantes, a raridade dodióxido de carbono, por se tratar de um dos gases traços, e mostra além disso como os oceanos atuam majoritariamente na retenção e liberação do dióxido de carbono. Além disso, fala da variação climática que o século XX obteve, começando quente, décadas de 30 e 40 principalmente, esfriando posteriormente na decada de 60 e 70 e retornando a aquecer principalmente na década de 90. Hoje por curiosidade estamos voltando a ter tempos mais amenos.

Na terceira parte, temos a questão do vapor d’água como o “cara” que manda de fato na retenção de energia solar. Além disso, Ricardo problematiza os problemas de método que a climatologia enfrenta. Um pouco mais de paleoclima. Optium medieval e afins.

4:27 – “é uma abstração de nossa cabeça, achar que o planeta tem uma temperatura média, uma temperatura que varia de 50 positivo pra 50 negativo você quer fazer média?”

Curioso, isso me faz lembrar da média de filhos por mulher no Brasil, outra média (mérdia) absurda que distorce a realidade, pois temos uma média nacional de quase 2,4 por mulher , porém vemos nas grandes cidades uma média bem menor que essa já no interior do sertão nordestino médias absurdamente altas e desproporcionais. Ou seja, não é só a climatologia que sofre com os reducionismos e generalizações que as médias aritméticas produzem.

Para quem estava assustado com a afirmação do Ricardo, “não existe efeito estufa”. Ele explica o porquê dessa afirmação de forma bastante coerente. O represamento de energia feita pela atmosfera não torna a terra uma estufa, pois há dinâmica!

Nota-se que o termo “efeito estufa” é usado muitas vezes de forma equívoca, reducionista e irresponsável.

“Mas e vênus, é cheia de dióxido de carbono e é muito muito mais quente! ” – Com certeza, se você já leu ou viu reportagens e ou artigos catástróficos sobre o clima do planeta você já conhece essa afirmação, e a primeira vista ela faz muito sentido! Pois é, preste atenção no início desse vídeo que você ira perceber que deixou escapar uma coisinha muito simples. A equação geral dos gases. (Spoiler: é culpa da pressão)

Essa tambem foi minha expressão quando lembrei da PV=nrT.

Logo em seguida, Ricardo lança mão de artilharia pesada. Aonde está a mancha quente na troposfera das latitudes tropicais? No Ecziste!

Eventos extremos em abundância! Só que não.

Nivel do mar subindo!  Só que não tambem.

A politicagem o verdismo e outros animais estranhos.

VISH, só de ver esse material didático já começa a me dar dor de cabeça.

Princípio da precaução só significa uma coisa, que os cientistas de clima não tem certeza do que vai acontecer. Senão não iria se chamar precaução. Estranho é, que essa precaução só é adotada no sentido do “se esquentar”, mas e no sentido contrário? E se esfriar?

Pra fechar, não colocarei toda a sessão de perguntas e respostas que está disponivel no youtube, mas essa parte da discussão não poderei me furtar de colocar…rs

Muito interessantes as questões abordadas!

Gostaria de agradecer ao Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, pelo convite que fez ao Professor e por disponibilizar um ótima edição da palestra. Além disso agradecer ao Professor pelo jabá no ultimo slide, que eu vi!

Abraços tropicais a todos!

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comentários
  1. Esta foi no Rio de Janeiro, né?!

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