Brasil tem 680 mil pessoas morando em áreas de risco, até quando?

Publicado: julho 4, 2012 em Arquivo BFC!
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Não existe fúria da natureza, não há índole para o mundo natural. Ele apenas é o que é.

Culpar a natureza por nossa falta de planejamento é um equívoco.

Enquanto na Rio+20 estamos discutindo o preço dos créditos de carbono e a “pegada ecológica”. Enquanto em São Paulo sofremos com políticas abusivas e absurdas em torno de problemas ambientais imaginários. Continuamos tendo quase 700 mil pessoas, lembrando que isso é uma estimativa, morando em locais de risco. Isso sem contar favelas e regiões pobres que mesmo não tendo risco eminente de escorregamento tem condições terríveis de saneamento e infrestrutura. Todos esses problemas reais, cotidianos, ficam a margem da política. Daí quando chove vemos no notíciario, “A fúria da natureza”, “As mudanças climáticas” mataram outra vez. A natureza não tem sentimentos, não está furiosa. Quando chover 100mm em três horas e a natureza fizer seu trabalho de erosão e alguém morrer por estar ocupando área de risco, a margem de rio ou a beira de encosta, a culpa será toda nossa.

Dados divulgados ontem (2/7) pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) indicam que existem atualmente no País pelo menos 680 mil pessoas morando em áreas consideradas de risco alto ou muito alto de deslizamento de terra ou inundações.

O levantamento faz parte do Programa de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais do Governo Federal, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, e implementado em parceria com instituições como o Serviço Geológico do Rio de Janeiro, o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e o Ministério da Integração Nacional.

Esse número ainda deve aumentar, uma vez que a CPRM monitorou, até agora, cerca de 140 municípios, número que chegará, até o final do ano, a 286 municípios, saltando para 821 em todo País até 2014, quando o projeto será concluído.

O diretor do Serviço Geológico do Brasil, Thales Sampaio, disse que, apesar do levantamento ter sido feito pelo órgão em apenas 140 municípios, já foram encaminhados para o Cemaden dados relativos a cerca de 180 cidades , uma vez que foram utilizadas informações já existentes em poder de outras instituições e que foram digitalizadas e geoprocessadas pela CPRM.

“O estudo comprovou, principalmente, que ainda temos muita gente morando em áreas de risco alto e muito alto. São áreas susceptíveis a desastres naturais. 680 mil pessoas moram atualmente em municípios com áreas consideradas de risco alto ou muito alto – susceptíveis a desastres naturais”, disse Sampaio.

Entre os municípios já analisados estão dois considerados críticos no Acre, 58 nos nove estados da Região Nordeste e o restante em todos os estados do Sudeste e Sul do País. “Embora tenhamos problemas em toda a parte, a situação mais critica é na Região Sudeste, em função da maior concentração populacional e da pressão da população, que leva à ocupação de encostas e morros que não deveriam estar ocupados por oferecem riscos de desabamento e deslizamentos de terra”, disse.

Na avaliação do presidente da CPRM, o principal problema é a utilização inadequada do território. “Se você utiliza uma área que não é própria para ser usada como moradia e o Estado deixa você utilizar, essa área não tem saneamento básico, não tem segurança e, neste caso, a favelização é também uma decorrência da má utilização de áreas impróprias”.

Fonte: Agência Brasil

Obrigado pelo Ativando Neurônios, blog aonde encontrei a notícia, escrito pelo parceiro Alexandre Linares.

Abraços Tropicais!

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