O que dizem os céticos pelo mundo? Parte II

Publicado: maio 11, 2012 em Arquivo BFC!, Série: "O que dizem os céticos pelo mundo"

“O que dizem os céticos pelo mundo?”

Hoje nesta sessão do blog temos texto especial!

Uma tradução que acabou de sair do forno! (sem trocadilhos)

No primeiro post “O que dizem os céticos pelo mundo?” falamos sobre a nova postura de Lovelock perante as inúmeras falhas de suas projeções. Hoje temos um novo artigo, o que dizem os céticos pelo mundo vai de carona em uma publicação francesa que chega no Brasil em primeira mão e que problematiza muito bem alguns aspectos políticos sobre a farsa do aquecimento bobal global.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU sob suspeita

Jean-Sébastien Pierre e  François Péricard


Primeira parte:

Os “erros” científicos

Por Jean-Sébastien Pierre, professor de biologia evolutiva e de ecologia na Universidade de Rennes

O Conselho InterAcadêmico (IAC [InterAcademy Council], reunião de quinze das principais academias de ciências nacionais), uma das maiores autoridades científicas mundiais, tornou público um relatório que revela erros grosseiros nos trabalhos do IPCC, caracterizados, em termos duros, como incompletos e tendenciosos, falsos em vários pontos específicos. É uma crítica radical que chega à recomendação pública de que o IPCC seja reformado profundamente.

Na próxima semana informaremos sobre a origem do IPCC, fundado em 1988 sob a tutela da ONU, sua natureza, seu funcionamento e seus objetivos.

Constatamos primeiro que as dúvidas sobre a confiabilidade científica de seus anunciados peremptórios, para não dizer arrogantes, não datam de ontem. E lembremos a questão de bom senso colocada por Vincent Courtillot, geofísico, membro do Instituto, em entrevista que concedeu ao nosso jornal em fevereiro: “Pode haver verdade oficial na questão do aquecimento climático?”

Desenvolvimento sustentável, perigo dos gases para o efeito estufa (principalmente o CO2) e proteção do meio ambiente foram, de fato, os principais “conceitos” desenvolvidos sob a caução e a autoridade autoproclamada do IPCC.

Vejamos… Uma apresentação sumária das curvas dos principais gráficos conhecidos sobre o assunto mostra que os períodos de reaquecimento global estão associados a uma elevação da taxa de gás carbônico na atmosfera, e os períodos glaciais com sua diminuição. Esse paralelismo tem sido citado constantemente como prova da “responsabilidade” do CO2 na temperatura da atmosfera. O problema é que, nessas grandes escalas de tempo, os eventos que parecem simultâneos podem ser espaçados em várias centenas de anos, e um estudo atento desses gráficos mostram igualmente que, na maioria das vezes, o aumento da taxa do gás carbônico acompanha a temperatura com um atraso de 800 a 1000 anos, o que pode sugerir que, no passado, é o aumento da temperatura que geralmente causa a elevação do CO2 e não o contrário.

A falência da curva do “taco de hóquei”

Em 2001, o terceiro relatório do IPCC se apoiava principalmente na curva dita “taco de hóquei” proposta pelo climatologista Michael E. Mann em 1988. Trata-se de uma reconstituição das temperaturas dos últimos mil anos. A curva mostraria uma estagnação aproximativa das temperaturas do ano 1000 ao ano 1900, seguida de um crescimento brutal durante o século XX. A curva de Mann rapidamente se torna uma peça convincente do dossiê. Ela invade até os manuais escolares, pelo menos na França, nos cursos de ciências da vida e da terra, as chamadas ciências naturais.

Mas, essa curva vai se revelar totalmente falsa. Para construí-la, seus autores utilizaram uma metodologia estatística completamente errada.

A questão passa a ser levantada por Steve McIntyre e Ross McKitrick, assim que a metodologia é totalmente refutada por outro relatório científico feito por Edward J. Wegman, presidente do Comitê de Estatísticas da Academia de Ciências dos Estados Unidos. Este último mostra que se pode obter a famosa curva do taco de hóquei com dados totalmente aleatórios, desde que se aplique a metodologia errônea de Mann.

Este relatório é tão cientificamente preciso que não é contestado por ninguém.

Mann publica na revista Nature uma curva “corrigida”, alegando “novos dados”.

Os erros intencionais de reconstituição do clima

O IPCC, em 2007, publicou essa nova curva sem nenhum comentário, substituindo o anterior, mas numa posição bem mais discreta.

Ao mesmo tempo, McIntyre e McKitrick dão a estocada final nessa reconstrução das temperaturas, mostrando que ela se apóia apenas no peso dado aos anéis dos troncos de algumas árvores fossilizadas, escolhidas arbitrariamente. É incontestável que a curva em formato de taco de hóquei está liquidada.

Em novembro de 2009, é o “Climategate”. Um site na Internet divulga um conjunto de e-mails e de arquivos trocados entre os principais pesquisadores da unidade de pesquisa climática da Universidade East Anglia, no Reino Unido. Seu conteúdo sugere fortemente que parte dos erros de reconstituição do clima seria intencional. Um verdadeiro embargo circunda as observações feitas em mais de 90.000 mensagens dos cientistas.

Os modelos climáticos contêm, forçosamente, incertezas consideráveis sobre os fenômenos físicos em questão, particularmente sobre aqueles buscados para impingir à opinião pública do mundo inteiro e que se apóiam sobre uma “aceleração” do sistema, o aumento da temperatura devido ao CO2 provocando uma liberação maior deste e de outros gases que causam o efeito estufa.

Esse fenômeno, chamado de retroalimentação ou feedback, não parece corresponder ao que é observado nos milênios passados.

Direito de poluir cotados na bolsa!

Acrescentamos que cientistas de alto nível como Ferenc Miskolczi, Svensmark e Löhl apresentam hipóteses, a partir de constatações diferentes, mas convergentes, segundo as quais nós estaríamos entrando agora… em um período de resfriamento da Terra, talvez até de uma nova era glacial!

A controvérsia científica é normal. Sobre a questão climática, chamamos atenção para o fato de que este debate existe, com incertezas, erros, comparações de métodos e de teorias. Isso é absolutamente normal. A existência do IPCC, monstro misto científico-governamental em escala mundial, distorceu completamente essa discussão.

O IPCC foi criado baseado na afirmação de que o aquecimento observado era de origem humana (o que é parcialmente possível) e fez de tudo para impor, através da propaganda, essa opinião como verdade absoluta. Imensos interesses se misturaram nesse debate: a propaganda reacionária das ONG’s “ambientalistas” pregando o retrocesso e a ação dos governos imperialistas, buscando realmente organizá-lo, marcaram o ritmo dos debates sobre o aquecimento do clima e as grandes conferências internacionais: Rio, Kyoto, Montreal, Copenhague. Um mercado mundial da “poluição” pelo CO2 surgiu. Direitos de poluir são cotados na bolsa! Os “líderes mundiais” conduziriam a uma reorganização completa do mundo industrial.

MARCOS CRONOLÓGICOS• 1988: Criação do IPCC sob a tutela da ONU.• 1992: “Cúpula da Terra”, também conhecida como Rio-92 ou Eco-92, no Rio de Janeiro, que impõe a exigência do desenvolvimento sustentável e de acordos multilaterais sobre o ambiente (preparado pelo primeiro relatório do IPCC de 1990).• 1997: Cúpula e protocolo de Kyoto denunciando o gás do efeito estufa, o CO2, e exigindo a redução de suas emissões ou sua compensação através dos “direitos de poluir” (preparado pelo segundo relatório de 1995).• 2007: Reunião sobre o ambiente na França, após o terceiro relatório (2001).• 2009: Conferência de Copenhague: vontade de afirmação em escala mundial dos objetivos de Kyoto (preparado pelo quarto relatório do IPCC de 2007). Discurso de Barack Obama sobre a necessidade de uma nova governança mundial.
A FRAUDE DAS GELEIRAS DO HIMALAIAA gafe mais monumental do relatório do IPCC se refere ao desaparecimento total das geleiras do Himalaia em 2035! O IPCC não pôde evitar reconhecer este erro flagrante, tergiversando que ele teve sua origem em uma simples revista de vulgarização, sem pretensão científica alguma, que tinha ocorrido um erro de impressão (2035 ao invés de 2350…). É nesse nível…Certamente, o alcance desse erro pode ser considerado como limitado de um ponto de vista científico. É, portanto, um verdadeiro escândalo. Trata-se de uma das afirmações fornecidas aos jornais de todo o mundo – como esta outra igualmente fantástica: a metade da Holanda estaria sob o novo nível do mar – para permitir-lhes exagerar até o infinito sobre as centenas de milhões de seres humanos (até um bilhão, segundo um grande jornal indiano) fadadas num prazo muito curto a se transformarem em “refugiados climáticos” antes de morrer por conta das inundações, dos tsunamis, de fome e de epidemias. Sempre a mesma vontade: o catastrofismo, culpar e aterrorizar as pessoas de todo o mundo.
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