Gênese do El niño

Publicado: julho 8, 2016 em Arquivo BFC!

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Luiz Carlos Baldicero Molion

El Niño-Oscilação Sul (ENOS) é um processo geofísico que ocorre no Oceano Pacífico Tropical e é um exemplo admirável de interação oceano-atmosfera que interfere no clima global e regional. É constituído de dois componentes, o oceânico, denominado El Niño (EN) propriamente dito, e o atmosférico, a Oscilação Sul (OS). O EN é caracterizado por anomalias positivas da temperatura da superfície do mar (TSM), ou seja, águas mais quentes que as normais se estabelecem no Oceano Pacífico Tropical Centro-Oriental, próximo à costa oeste da América do Sul. Quando as anomalias de TSM são negativas, dá-se o nome de La Niña à fase fria do EN. A OS é a variação zonal da pressão atmosférica ao nível do mar (PNM) sobre o Pacífico Tropical, medida tradicionalmente em dois centros, Tahiti (Polinésia, Pacífico Oriental) e Darwin (Austrália, Pacífico Ocidental) e é quantificada por sua diferença padronizada entre esses dois centros com que se define o Índice da Oscilação Sul (IOS). Em geral, índices negativos, em que a PNM é mais baixa no Pacífico Centro-Oriental que no Pacífico Ocidental, coincidem com eventos El Niños, enquanto índices positivos, em que as diferenças de PNM são contrárias, correspondem a eventos La Niñas. Essa coincidência ocorre em cerca de 65% dos eventos. EventosEl Niño fortes aumentam a temperatura da baixa troposfera global, pois injetam grandes quantidades de calor sensível e calor latente na atmosfera tropical como foi constatado em eventos recentes. Por exemplo, no El Niño de 1997/98, a temperatura global registrou um desviopositivo de +0.74°C em abril de 1998 e, no de 2015/16, a temperatura global de fevereiro de 2016 atingiu a marca de +0,83°C acima da média (dados do MicrowaveSoundingUnit -MSU). No Brasil, é aceito que, de maneira geral, se têm secas nas Regiões Norte e Nordeste e excesso de chuva nas Regiões Sul e Sudesteem eventos El Niño, ao passo ocorre o contrárioem eventos La Niña. Leia o resto deste post »

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Ricardo Augusto Felicio

Tenho acompanhado as notícias sobre o frio divulgadas pela grande mídia meio que de longe. Tenho preferido verificar os dados meteorológicos e imagens de satélite, bem como acompanhar os colegas meteorologistas sérios que entendem o papel desta importante ciência.

Digo que acompanho meio que de longe as notícias, porque ao mesmo tempo que temos vários profissionais engajados em observar, descrever e entender as diversas situações sinópticas meteorológicas e, em segunda instância, as climáticas, para depois conseguir realizar alguma interpretação, vemos, por outro lado, que já começou a enxurrada de asneiras dos seguidores da Santa Igreja do Aquecimento Global, muitos deles são figurinhas carimbadas desta pseudo-ciência. O número de artigos publicados na internet dizendo que o frio que assola quase que meio Brasil é culpa do “aquecimento global” e por conseguinte, do Homem, que lança o dióxido de carbono, o “gás tóxico de ‘efeito estufa’” (Socorro!!!) já é assustador. Já não era sem tempo. Até causou-me estranheza demorarem tanto. As explicações são as mais ridículas possíveis, que ferem todos os princípios da Física e até da Química, o que não são nenhuma novidade para os seus críticos, tendo em vista que os argumentos da turma aquecimentista e catastrofista são fantasiosos. Tem até engenheiro florestal, defensor fervoroso do grande negócio aquecimentista, evocando as correntes de jato e fazendo uma enorme salada, só com as noções de gradiente da atmosfera. Incrível! Só posso dizer para estes crentes que eles chegaram atrasados.

Em abril de 2014, seus pares do hemisfério Norte já tiveram a mesma idéia e proeza! Acusaram o frio assolador, que continua a açoitar seus invernos e amenizar seus verões, de ser causado pelo “aquecimento global”, sempre fruto do Homem. Na época, eu já alertei sobre o alarmismo infundado e que tudo não passava de besteira. As notícias sobre Meteorologia nos Estados Unidos da América mostravam fotos do estado de Nebraska, com as águas congeladas, e mais interessante ainda, as cataratas de Niágara, localizadas entre o estado de Nova Iorque e a província canadense de Ontário, totalmente congeladas (Fig.01). Fenômeno este, já registrado em outras ocasiões pretéritas similares ao frio intenso que, neste referido mês de abril de 2014, chegou aos incríveis –50,0ºC. Tudo isto aconteceu devido ao que eles denominam de Polar Vortex, ou Circumpolar Vortex, ou Vórtice Polar que é um centro de alta pressão atmosférica frio, cujo deslocamento, causa queda abrupta de temperatura por onde passa e que pode ser acompanhado por um centro de baixa pressão como sua esteira de turbulência. A este centro de baixa pressão atmosférica, podemos denominar de ciclone extratropical polar. Deve-se lembrar que esta é uma teoria baseada ainda na Escola Norueguesa. Eu ainda tenho a preferência de utilizar a Teoria Dinâmica da Escola Francesa que atribui o frio aos APMs – Altas Polares Móveis, ou Anticiclones Polares Móveis. Para as duas escolas, há a existência de uma unidade aerológica fria que desencadeia os processos termodinâmicos, ou em outras palavras, este regime de situação com céu claro, baixíssimas temperaturas provenientes de um ar polar, ausência de nuvens, temperaturas um pouco elevadas no meio dia solar, dada a alta insolação, mas muito frio durante nascer, ocaso e noite a dentro. E por que voltei ao tempo para relatar tal situação? O curioso de tudo isto é que a imprensa, lá nos Estados Unidos da América, em abril de 2014, atribuiu a passagem daquele Vortex Polar e seu frio intenso em plena primavera, ao “aquecimento global”, logicamente causado pelos humanos. A revista Time daquele mês, em 2014, publicou que “Aquecimento global causa Vortex Polar”. Contudo, 40 anos antes, a mesma revista publicou, em 1974, que “Resfriamento global causa Vortex Polar”, já que esta era a tendência catastrofista da época (Fig-02). Vejam o pleno absurdo da contradição! Como pode um mesmo fenômeno ser a “prova” de duas supostas situações climáticas globais antagônicas? Se não fosse tão sério e trágico, deveria ser considerado apenas piada. O pior é ver que os brasileiros seguidores da Igreja Aquecimentista fazem o mesmo, sem ao menos verificar qualquer coisa. Tudo vale para salvar a ideologia furada. Vale aqui recordar a lamentação do professor Ph.D. John Christy, do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de Alabama: “É extremamente frustrante, para um cientista, ver na mídia que cada desastre meteorológico está sendo acusado de ‘mudança climática’ quando, na verdade, esses eventos fazem parte da variabilidade natural do sistema climático”.

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A falácia dos rios voadores bancada com dinheiro público.

A Amazônia não controla regime de chuvas nenhum! Isso é bobagem! Quem comanda esse ciclo, são os oceanos! Primeiro se vem a umidade e depois vem a vegetação.

Quero ver plantar uma árvore no deserto, para ver se ele vai deixar de ser deserto! Se a Amazônia fosse tão poderosa assim em termos de gerar chuva, o sertão nordestino seria úmido, pois está ao lado da Amazônia e se beneficiaria de ventos (que atuam ali a maior parte do ano) e até do efeito de rotação da Terra e não me dizer que cortar meia dúzia de árvores, é o problema da falta de água em SP! O processo de formação de chuva é convectivo e requer uma supersaturação de aproximadamente 340% de vapor de água, fato que uma floresta não consegue. A altitude é outro fator importante para a formação de chuvas, formando ou um núcleo de nuvem que forma água ou gelo. Só depois da formação desses núcleos, é que a umidade pode se agregar a partir de 100%, mas não antes e a temperatura, deve estar em torno de -20ºC a -10ºC.

Na atmosfera as gotículas de nuvem não crescem a partir de gotículas menores porque o alto grau de supersaturação necessário para a condensação de gotículas muito pequenas não ocorre na atmosfera real. A atmosfera contém abundância de núcleos de condensação, como partículas microscópicas de poeira, fumaça e sal, que fornecem superfícies relativamente grandes sobre as quais a condensação ou deposição pode ocorrer.

O resultado é a formação de uma nuvem com muitas minúsculas gotículas de água, todas tão minúsculas que permanecem suspensas no ar. Mesmo em ar muito úmido o crescimento destas gotículas de nuvem por condensação adicional é lento. Além disso, a imensa diferença de tamanho entre gotículas de nuvem e gotas de chuva (são necessárias aproximadamente um milhão de gotículas de nuvem para formar uma só gota de chuva) sugere que a condensação sozinha não é responsável pela formação de gotas suficientemente grandes para precipitar.

Fonte: mentiras climáticas

Chove chuva…chove sem parar

Publicado: janeiro 20, 2016 em Arquivo BFC!

 

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Jardim Rochedale (Zona Leste-SP) – 01/01/2016

Janeiro tendendo a bater recorde de precipitação no estado de São Paulo e em várias regiões do país com hidrelétricas, mas…

* SABESP continua a realizar o desligamento da água na região Sul da cidade de São Paulo TODOS OS DIAS, das 23h00 as 05h00. Esta região é abastecida pela represa Guarapiranga, só que chove tanto, mas tanto que a mesma SABESP está abrindo os vertedouros da represa para jogar água fora!!!

* Represas que geram energia elétrica fazem o mesmo processo de abrir os vertedouros para liberarem o excesso de água, mas continuamos sob o domínio da BANDEIRA ETERNA VERMELHA nas contas de energia elétrica, com mais um aumentinho básico de 12% para comemorar o carnaval!!!

E assim, seguimos o regime paradoxal brasileiro, sem planejamento, sem estratégia, desgovernado, de cabo a rabo.

Ricardo Augusto Felicio

COP 21: O dia que a Ciência morreu.

Publicado: dezembro 16, 2015 em Arquivo BFC!

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Por WILLIAM M BRIGGS, publicado em 12 de dezembro de 2015

Presidente Hollande, da França, foi ao microfone e, com grande Soberba Gaulesa, anunciou: 12 de dezembro de 2015 será um dia que viverá em “infâmia”. Ou talvez tenha sido para a “história.” É difícil dizer dado que honradamente estava bastante animado quando falou, vendo que o mundo tinha acabado de ingressar em um memorável acordo para passar o máximo de seu dinheiro, que for humanamente possível, para prevenir o que não pode ser prevenido.

Então faça a sua escolha: infâmia ou história. De qualquer forma, esta data fatídica será lembrada como o Dia em que a Ciência Morreu. Leia o resto deste post »

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À respeito das últimas reportagens publicadas no jornal ODIA sobre mudanças climáticas, venho aqui alertar para alguns erros cometidos.
Logo de cara, o erro começa por afirmar que o homem manipula o clima da Terra. Ora, o planeta tem 510 milhões de quilômetros quadrados donde 71% são oceanos. As cidades ocupam apenas 1% de todo o planeta. Podíamos encerrar a discussão por aqui, não é?? Pois bem; vamos ao tão falado limite de não ultrapassar o limite de 2ºC. Caso contrário, a humanidade e as espécies estariam fadadas ao caos climático. Só que não!!! A tão falada e idolatrada meta de 2ºC foi citada por um físico e também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

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COMENTÁRIOS AOS PARÁGRAFOS SOBRE O CLIMA CONSTANTES DA ENCÍCLICA PAPAL “LAUDATO SI”

Luiz Carlos Baldicero Molion

Embora tenha boas intenções, Sua Santidade faz coro com as afirmações dos tecnocratas da ONU e do IPCC, mesmo não os mencionando diretamente no texto. Os parágrafos 23 a 26 tratam do aquecimento global ou, como eufemisticamente chamado atualmente, mudanças climáticas, mas o texto não traz referências científicas que comprovem o que está sendo dito, como ocorre em outros parágrafos. Dos 246 parágrafos que compõem a Encíclica, apenas quatro são dedicados a esse tema.  O texto da Encíclica aborda outros temas ambientais também de forma vaga e/ou simplista, sem os cuidados técnicos e as devidas evidências científicas, e a preocupação da Encíclica, de maneira geral, parece recair mais sobre os seres humanos, particularmente os pobres, do que propriamente sobre o clima e os problemas ambientais. Em primeira análise, esses parágrafos estão repletos de falhas nos aspectos técnicos, com visões limitadas e unilaterais e só repetem o que é dito por alarmistas e está amplamente divulgado na mídia. Existem assuntos complexos que são tratados de maneira simplista. Critica o modelo de desenvolvimento atual, mas ignora o fato do desenvolvimento tecnológico ter trazido grandes benefícios para a humanidade e ter tirado mais de 1 bilhão de seres humanos da miséria nos últimos 20 anos. Mas um dos aspectos bons é que provoca as pessoas a considerarem o estilo atual de vida consumista e a analisarem melhor o seu interior e seu relacionamento com os outros seres humanos.

Seguem os quatro parágrafos correspondentes à tradução do texto para o Português feita por G.M. Ferretti  [iniciando com a letra “p”.#] e os comentários após cada um. Leia o resto deste post »

A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) vai debater no dia 17 de setembro, a partir das 9h30, a encíclica do Papa Francisco Laudato Si (Louvado Sejas), que alerta para as graves consequências da degradação ambiental, atingindo, especialmente, as populações mais pobres. Na publicação, o papa critica o consumismo e desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a degradação ambiental e as alterações climáticas.

A audiência pública foi solicitada em requerimento conjunto dos senadores João Capiberibe (PSB-AP), Fernando Bezerra (PSB-PE) e Jorge Viana (PT-AC) e do deputado federal Angelim (PT-AC), aprovado pela comissão nesta terça-feira (8). “A encíclica é densa. A questão ecológica é abordada não apenas em sua dimensão ‘natureza’, mas também no contexto humano, social, econômico, político, religioso e cultural”, assinalou Capiberibe.

Segundo Bezerra, que preside a comissão, o debate sobre a encíclica papal deverá contar com a participação do ministro do Superior Tribunal de Justiça Herman Benjamin; do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Leonardo Steiner; e do jornalista Washington Novaes, colunista do jornal O Estado de S. Paulo, que trata, em seus textos, de temas ligados a meio ambiente e cultura indígena.

COP21
No dia 30 setembro, a partir das 14h30, a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, apresentará à comissão a proposta do Brasil para a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança no Clima (COP21), que será realizada em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro.

Antes dessa audiência, a comissão deverá promover debate com a ex-senadora Marina Silva e um representante do Observatório do Clima, uma rede de entidades civis envolvidas com a discussão sobre as mudanças climáticas no País. Conforme explicou Fernando Bezerra, Marina Silva deveria participar da discussão sobre a encíclica papal, mas não poderá comparecer em função de viagem à Europa. Assim, deverá preceder a vinda da ministra e deixar sua contribuição para o tema da COP21.

Visita a Observatório
A comissão também aprovou requerimento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para a realização de diligência por três senadores integrantes da comissão ao Observatório de Torre Alta, localizado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Uatumã, distante 350 quilômetros de Manaus.

Segundo ressaltou a senadora, o observatório é o maior e mais novo instrumento mundial para estudos sobre mudanças climáticas. Vanessa Grazziotin também pediu que a diligência seja acompanhada por pesquisadores do Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA). De acordo com o presidente da comissão, a visita integra uma série de diligências regionais a serem realizadas até novembro.

Da Redação – RCA
Com informações da Agência Senado

Capa_Final_CO2_22_07_baixaFinalmente, saiu hoje de gráfica o livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?“, depois de 8 anos de estudos, pesquisas e análises, e depois de 4 anos escrevendo, compilando, revisando…
A DBO Editores lançou o livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, autoria deste blogueiro, jornalista Richard Jakubaszko, e que tem coautoria de cientistas como o físico e climatologista Luiz Carlos Baldicero Molion, professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas, e de José Carlos Parente de Oliveira, também físico, professor da Universidade Federal do Ceará. Os autores são céticos em relação às propaladas questões do aquecimento global e das mudanças climáticas. No livro, apresentam inúmeras respostas e contestações aos problemas e acusações formuladas pelos ambientalistas, muitas delas criminalizando os produtores rurais. Jakubaszko diz que “o CO2 é o gás da vida, sem ele a agricultura e as florestas não existiriam, e não haveria vida, pois a fotossíntese não seria possível”.
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