Um grupo de cientistas vaticina irregularidades na actividade solar dentro de cerca de 15 anos, e que poderemos ter que encarar uma “mini-Idade do Gelo” a partir de 2030.

Esta tese resulta de um novo modelo de ciclo solar que consegue prever que a actividade do Sol vai ficar reduzida em cerca de 60% durante a década de 2030.

A confirmar-se esse cenário, viveremos condições semelhantes às que se verificaram aquando da chamada “mini-Idade do Gelo” que começou em 1645.

Até agora nunca nenhum modelo científico tinha conseguido prever com precisão as flutuações na actividade solar, algo que a professora de Matemática Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, no Reino Unido, e os seus colegas de estudo acreditam ter finalmente conseguido.

“Encontramos componentes de onda magnética que aparecem aos pares, originários de duas capas diferentes no interior do Sol. Ambas têm uma frequência de aproximadamente 11 anos, ainda que esta frequência seja ligeiramente diferente e se compensem no tempo. Durante o ciclo, as ondas flutuam entre os hemisférios Norte e Sul do Sol. Combinando ambas as ondas juntas e comparando-as com os dados reais para o ciclo solar actual, descobrimos que as nossas previsões mostraram uma precisão de 97%”, destaca Valentina Zharkova, citada pela Europapress.

Com base nestas conclusões, depois das análises feitas no Observatório Solar Wilcox na Califórnia, este grupo de cientistas acredita poder dizer com exactidão que no Ciclo Solar 26, que se refere ao período entre 2030 e 2040, haverá uma redução significativa na actividade do Sol pelo facto de as suas ondas magnéticas ficarem “fora de sincronização”.

“No Ciclo 26, as duas ondas reflectem-se exactamente entre si: chegando ao mesmo tempo, mas em hemisférios opostos do Sol. A sua interacção será prejudicial, até quase anularem-se entre si. Prevemos que isto dará lugar a um mínimo de actividade solar”, destaca a investigadora.

ZAP

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Por Luiz Carlos Molion

Meus caros,

Meu primeiro artigo contra essa palhaçada do Protocolo de Montreal foi em 1988. A produção de ozônio (O3) depende da produção de radiação ultravioleta (UV), cujo fluxo é maior quando a atividade solar é máxima. O Sol tem um ciclo, denominado Ciclo de Gleissberg, que dura cerca de 100 anos. Esse ciclo atingiu seu máximo em 1957/58 e, a partir de dezembro de 2008, está em seu mínimo, que deve durar 22-24 anos (Ciclo de Hale), até 2030-2032. Na literatura é dito que esse Ciclo de Gleissberg já terminado foi o de maior atividade solar nos últimos 400 anos. Quando a atividade é máxima, a produção de radiação UV é maior. A UV é a única dentro do espectro solar que tem energia suficiente capaz de fotodissociar a molécula do gás oxigênio (O2). Ao absorver um quantum de UV, os átomos dO O2 são separados e se recombinam formando O3. Portanto, quanto maior for o fluxo de UV, maior será a concentração de O3 na camada. Um outro dado interessante é que a rede mundial de Espectrofotômetro Dobson (aparelho que mede O3, porém com muitas restrições) começou a se expandir no início da década de 1960, em pleno maximum maximorum solar e, consequentemente, máximo de O3. Ora, se o Sol mantiver o mesmo comportamento no futuro (?) e o ciclo é de 100 anos, fica claro que o próximo máximo solar, e de O3, se dará por volta de 2060. Não precisa ser nenhum cientista brilhante para somar 100 anos a 1960! E a Madre Superiora já dizia que entre dois máximos, existe um mínimo solar, e de O3, no caso,entre ‘2008-2032.
A organização Mundial do Comércio (OMC), instrumento da colonização global pelo G7, outorga patente de 20 anos para gases de refrigeração. Os CFC, ao contrário de seus substitutos,  são gases estáveis, inertes, não tóxicos e não corrosivos. O crime que eles cometeram é de serem de domínio público, não pagarem mais royalties e, portanto, serem baratos (US$ 1,70 por kg em 1987). Foram banidos pelo Protocolo de Montreal em 1987. Os substitutos (HFC) foram introduzidos a um custo de US$35,00 por quilo, um fator de 20! Em 2006, chegaram a custar US$ 52,00 por quilo. Mas, o tempo passa,  e mais 20 anos foram completados em 2007. A patente dos HFC caducou, passaram a ser de domínio público e não pagar mais royalties, e os chineses inundaram o mercado mundial de HFC , o que derrubou seu preço para US$2,00 por quilo. Então, o Protocolo de Montreal tem que ser emendado para eliminar os HFC, pois esses gases continuaram a “destruir a camada de O3″(?) e, mais um argumento agora, estão “contribuindo para o aquecimento global”.É claro que a OMC vai dar mais 20 anos de patente para que os substitutos dos HFC, já testados e na prateleira, continuem com preços altos devido aos royalties e “custos adicionais no processo de fabricação”. Esse é tipo de manobra para “proteger o emio ambiente e o clima global” é chamada de “neocolonialismo”, colonialismo não pela força, mas pela tecnologia e pelo sistema financeiro global (Banco Mundial e FMI). Ou seja, uma maneira camuflada de transferir dinheiro de países pobres, particularmente os tropicais que precisam de refrigeração ao custo baixo, para os países comandantes do Planeta, já desprovidos de recursos naturais e recursos energéticos!
Abraço a todos,

E se estabeleceu…

Publicado: maio 23, 2015 em Arquivo BFC!

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Paulo Nobre ocupa o  trono de ferro da CAPES. Caminho livre para a neurose aquecimentista?

Carlos Nobre ocupa o trono de ferro da CAPES. Caminho livre para o terror ambiental?

Ricardo Augusto Felicio – Prof. Dr Climatologia Mas, antes disto, um brasileiro preocupado com o futuro da nação.

Os “aquecimentistas” fizeram o maior alarde no Brasil e fora dele, com a indicação de Aldo Rebelo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por este ter uma visão cética quanto ao falso “aquecimento global” e o terrorismo das “mudanças climáticas”, além de uma posição nacionalista sob a óptica da geopolítica que envolve estas questões e o desenvolvimento do Brasil. Tais posições, além de incomodar a falange pregadora do fim do mundo e do terror ambiental, gerava um incômodo e incompatibilidade em Carlos Nobre, “aquecimentista” assumido e reconhecido internacionalmente por esta posição. Desta forma, continuar ocupando o seu cargo político como secretário do MCTI mostraria de fato esta incompatibilidade. Mas como Nobre é uma daquelas pessoas poderosas que só “caem para cima” e tendo em vista que a “agenda ambiental” antinacional precisa continuar, nada melhor que ele ocupe uma posição onde ainda possa exercer esta influência com melhor eficiência. Assim sendo, o ministro da Educação acaba de indicá-lo para presidir nada mais, nada menos que a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior,) conselho ligado a esse ministério. De lá, Carlos Nobre exercerá toda a sua influência de aquecimentista no desenvolvimento da Ciência do Brasil.

É a CAPES que faz as questionáveis avaliações de revistas e periódicos científicos, onde não param de aparecer denúncias sobre tais medidas avaliadoras, conforme matérias publicadas em jornais nacionais e internacionais. De fato, não nos surpreenderemos quando ocorrerem as reavaliações das revistas científicas. Aquelas que porventura quiserem manter uma autonomia ou ousarem publicar trabalhos de cientistas que não sigam a “causa” poderão, até mesmo, ver afetado o seu prestígio. Entretanto, aquelas que contribuírem, com corpos editoriais participantes, poderão cada vez mais progredir nas avaliações. Este cenário é bem plausível e merece ser acompanhado de perto, cruzando nomes de corpos editoriais e avaliadores do programa, como já foram denunciados anteriormente.

Também cabe ao órgão direcionar as bolsas de pesquisa no Brasil, dentro dos programas de pós-graduação. Aqui, a confirmação das verbas para pesquisas “aquecimentistas” já é mais que óbvia, tendo em vista o número de bolsistas e pesquisas que recebem diretamente verbas para isto, em detrimento de outras áreas importantes do conhecimento. Desta forma, se os avaliadores das revistas, os pareceristas de bolsas e as pesquisas forem adeptos do “aquecimentismo”, pergunto: que chances terão os críticos desta visão distorcida dos fenômenos climáticos? A resposta parece evidente: nenhuma. Como eles também participam de comissões em universidades e instituições públicas brasileiras, virão depois dizer que os pesquisadores críticos – por eles alcunhados equivocadamente de “céticos” ou, de forma pejorativa, “negacionistas” – não têm trabalhos publicados. Assim, não é difícil compor um “consenso científico”: eliminam-se as pesquisas contrárias e as oportunidades dos seus autores.

Vale ressaltar que Carlos Nobre tem prerrogativas interessantes: nunca participa de programas ao vivo, como o Roda Viva da TV Cultura, tornando o programa uma “roda morta”; nos debates em que teve que encarar o Dr. Luiz Carlos Molion, em diversas vezes, pediu para ser o primeiro a explanar a sua apresentação e se retirou a seguir, com pretextos diversos, demonstrando desrespeito e despreparo para debates; só responde a perguntas selecionadas, nunca abertas à plateia diretamente. Outra vez, mais uma facilidade para se fazer “consenso científico”: cala-se a oposição.

Com a figura de Carlos Nobre na CAPES, teremos uma espécie de chancela final da politização da Ciência brasileira, no pior sentido desta expressão. No seu caso, que assume em seu currículo as posições de assessor climático do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, colaborador voluntário da ONG ambientalista WWF, como denuncia a jornalista canadense Donna Laframboise, e ativista da “sustentabilidade” (malthusianismo travestido de compromisso socioambiental), só poderemos esperar pelo pior.

De certo, a reclamação do ministro Aldo Rebelo se faz coerente. Cortaram-se as verbas para as pesquisas científicas, mas se transferiram estas mesmas verbas para a Educação. Vale ressaltar que tais verbas eram oriundas dos royalties do petróleo, que assim como fez o Nobre, pularam do Ministério da Ciência e Tecnologia para o Ministério da Educação. Restou-nos a dúvida legítima de que educação será esta.

Para encerrar, vale a pena repetir algo que está em pauta atualmente, quando sabemos que a educação é uma forma de transformação construtiva do ser humano e que, se usada erroneamente, poderá servir a propósitos muito obscuros, como a disseminação de falso conhecimento ou conhecimento politizado, que deverá ser o caso. É preciso bater nessa tecla, pois toda uma geração de estudantes está sendo submetida a uma autêntica lavagem cerebral no tocante aos assuntos climáticos, com o elevado risco de se formar uma massa de alienados desprovidos de senso crítico e incapaz de perceber a falsidade dos dogmas estabelecidos pelo falso “consenso científico” – como ocorreu na década de 1980, com a falácia do “buraco” na camada de ozônio, outro fenômeno natural falsamente atribuído à ação da indústria humana. Enquanto o Brasil reforça esta lavagem cerebral com projetos de lei para “educação ambiental” nas escolas, ocupando o tempo precioso de disciplinas muito mais importantes como Matemática, Física, Química, Biologia, Português, Geografia e História, o governo britânico a proíbe e extingue nas escolas, com a justificativa precisamente idêntica a que demos neste artigo: “Nós vemos muita política neste assunto” (Tim Oates, The Guardian 12/06/2011).

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Um quarto de século após a última transição tecnológica compulsória nos equipamentos de refrigeração, com a abolição dos CFCs (clorofluorocarbonos) e a imposição dos HFCs (hidrofluorocarbonos), a título de preservar a camada de ozônio da estratosfera, as grandes corporações do setor estão prontas para uma nova rodada de substituição dos gases refrigerantes. Para tanto, contam com o apoio do governo dos EUA, que pretende a indústria a abolir os HFCs – agora acusados de fomentar o aquecimento global -, com vistas à adoção das recém-desenvolvidas hidrofluorolefinas (HFOs). Convenientemente, assim como ocorreu na década de 1990 com os CFCs, a proposta surge no momento em que as patentes dos HFCs estão perto de expirar – enquanto os especialistas do setor acreditam que a adoção das HFOs poderá gerar negócios de cerca de 8 bilhões dólares em negócios por ano em todo o mundo.

Os HFCs foram desenvolvidos na década de 1990, como uma alternativa supostamente “não prejudicial” à camada de ozônio, e foram impostos à indústria de refrigeração por meio de acordos internacionais, que resultaram na adoção do Protocolo de Montreal, em 1989, que determinou o banimento dos CFCs, halons e toda uma família de produtos similares, com centenas de aplicações industriais. Ocorre que os HFCs, desenvolvidos e produzidos pelo mesmo cartel de empresas que detinha as patentes dos CFCs antes que elas caíssem em domínio público, eram em média de 20-30 vezes mais caros que os CFCs e, como resultado da sua adoção, houve um encarecimento em cascata em toda a linha de produtos de refrigeração, em um processo que rendeu enormes lucros às companhias produtoras.

Agora, a história ameaça se repetir em relação aos próprios HFCs: sob a liderança estadunidense, negociadores internacionais pretendem convencer a comunidade internacional a obrigar a indústria a retirá-los de uso, devido à sua alegada capacidade de retenção de radiação infravermelha, 10 mil vezes maior que a das moléculas de dióxido de carbono, o suposto “vilão” do aquecimento global.

Especialistas já apontam que a iniciativa do governo americano abre uma lucrativa oportunidade para empresas pioneiras no desenvolvimento das HFOs, como a multinacional estadunidense Honeywell International. O próprio gerente geral da divisão de produtos de flúor da Honeywell, Ken Gayer, em entrevista na sede da empresa em Nova Jersey, reconheceu que, à medida em que as patentes dos HFCs vencem, a concorrência aumenta e as margens de lucro para a venda deste gás encolhem. Por outro lado, as patentes da empresa para a fabricação das HFOs estão protegidas durante a próxima década, o que, segundo ele, promete uma “recuperação” muito boa para os seus negócios. A Honeywell já tem 2,3 bilhões de dólares em contratos assinados para fornecer o novo gás e está negociando mais 1 bilhão em vendas, segundo Gayer (Bloomberg, 19/03/2015).

Com efeito, o governo de Barack Obama assumiu a aposentadoria compulsória dos HFCs como um dos principais objetivos de sua política “climática”. Para o enviado dos EUA às negociações sobre o clima mundial, Todd Stern, o amplo apoio de Washington à iniciativa “faz muito sentido”. “Os HFCs são pequenos no quadro geral das coisas agora, mas eles têm um caminho de crescimento explosivo”, declarou, em alusão ao seu suposto efeito estufa.

Com a finalidade de obter apoio internacional para a iniciativa, os EUA e outros países industrializados prometem irrisórios 508 milhões de dólares em ajuda aos países pobres, para efetuar a transição para as HFOs. Durwood Zaelke, da ONG Instituto para a Governança e Desenvolvimento Sustentável, outra organização sediada em Washington que apoia a proposta contra os HFCs, esse valor é “um investimento muito modesto, considerando-se os benefícios que obteremos para o clima e o ozônio”.

Sem dúvida, trata-se de um investimento bastante modesto para o cartel de fabricantes do novo gás, que, caso tenha sucesso na empreitada, poderá auferir lucros de pelo menos uma ordem de grandeza maior.
Segundo um estudo da ONU, a transição para as HFOs poderá custar até 3,2 bilhões de dólares aos países mais pobres.

Além do apoio de Washington, o projeto de imposição das HFOs também conta com a atuação de ONGs como o German Marshall Fund of the United States, sediada em Washington. O presidente da organização, Paul Bledsoe, afirma que se “a sua preocupação é um alívio no curto prazo para o clima, a eliminação do HFC deve ser prioritária”.

No entanto, a pretensão está esbarrando na oposição de países em desenvolvimento, como a Índia e – surpreendentemente, tratando-se de um normalmente fiel aliado dos EUA – a Arábia Saudita, que têm questionado nos fóruns internacionais a real necessidade de se promover tal eliminação compulsória dos HFCs. A próxima rodada de negociações será realizada em Bangcoc, Tailândia, em 20 de abril, mas a expectativa de que se chegue a um acordo ainda este ano está diminuindo. Em novembro, por exemplo, os países em desenvolvimento bloquearam o avanço das negociações formais e o ministro indiano do Meio Ambiente, Prakash Javadekar, solicitou maiores pesquisas sobre a validade dos gases substitutos nos países de latitudes mais quentes, embora admita acreditar que os HFCs representam uma “ameaça de efeito estufa”.

As HFOs também têm sido questionadas em relação à sua segurança e custos, tal como frisou Keilly Witman, ex-reguladora da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA, que admitiu que a nova transição compulsória resultará no virtual controle do mercado de refrigeração pelas fabricantes desses produtos químicos: “Não há dúvida de que os fabricantes de químicos ganham muitíssimo dinheiro com essas transações. (…) Quando só existem algumas fontes, ficamos à mercê do que o setor quiser cobrar.”

Em outra nota publicada neste sítio (“O Protocolo de Montreal e o banimento dos CFCs“), encontra-se um trecho do capítulo 4 do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial, de Geraldo Luís Lino (cuja quarta edição acaba de ser lançada pela Capax Dei Editora), o qual descreve as manobras políticas que levaram ao banimento dos CFCs.

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José Carlos Parente de Oliveira*

Há ao menos uma dúzia de diferenças entre a Ciência real e a “ciência” do aquecimento global antropogênico (AGA). Enquanto a Ciência real segue o método científico, a “ciência” do AGA utiliza ferramentas políticas de campanha, como enquetes e votações, demoniza os opositores, utiliza táticas de intimidação, enganação e propaganda.

1. A Ciência real estimula o “questione tudo”. A “ciência” do AGA afirma insistentemente: “questionar o aquecimento global é imprudente, porque ele é uma ameaça ao planeta.”

2. A Ciência real nunca termina, ela é um ciclo contínuo de testes e correções. A “ciência” do AGA tenta por todos os meios quebrar esse ciclo ao afirmar que “o debate é longo” e “a ciência está estabelecida”.

“Ciência estabelecida” é um paradoxo inventado pelo político, não cientista, Al Gore para evitar debater suas crenças rentáveis em público. Al Gore, contratualmente, não aceita perguntas nem questionamentos – ele chega, fala e vai embora.

3. A Ciência real desenvolve hipóteses que são falsificáveis via previsões testáveis. A “ciência” do AGA não é refutável, porque faz contradições, mudando as projeções. Mais furações ou menos furacões, mais ou menos neve, temperaturas mais quentes ou mais frias do que a média, etc, são todos citados após o fato como prova do AGA. Não há observação da natureza que os proponentes da ciência do AGA aceite como prova contrária à sua crença. Os modelos climáticos criados pelos aquecientistas abusam de valores numéricos que são atribuídos por quem faz ou usa esses modelos – os famosos parâmetros (ver, por exemplo, este link).

4. A Ciência real baseia-se em ceticismos para fazer progressos. Muitos cientistas reais durante suas carreiras tentam refutar o conhecimento aceito. A “ciência” do AGA, por outro lado, intimida e difama os céticos como “descrentes” equiparando-os aos negadores do Holocausto e os tratando tal qual a Igreja tratou Galileu. Veja-se aqui um exemplo desse modus operandi.

5. A Ciência real concede prêmios para refutar as verdades aceitas. Os pesquisadores e apoiadores da “ciência” do AGA, por outro lado, têm interesses inconfessáveis em apenas um resultado. Eles continuarão a acessar bilhões de dólares em dinheiro dos contribuintes, enquanto o aquecimento global for percebido pelo público como uma ameaça para a humanidade (ver o link).

6. A Ciência real não tem nada a ver com sondagens de opinião ou consenso, mas os proponentes da ciência do AGA constantemente se utilizam de votações para defender suas reivindicações. Ironicamente, mesmo quando eles as usam, têm que “trabalhar” os resultados.

7. A Ciência real não tem a pretensão de validade, citando as credenciais dos proponentes. Ela respeita apenas os dados e análises, independentemente de quem os esteja publicando. Einstein era um desconhecido auxiliar de escritório de patentes, quando derrubou o entendimento consensual de espaço e tempo, em 1905, com a Teoria da Relatividade Especial. Como afirma Richard Feynman, Prêmio Nobel de Física: “Não importa o quão bonito é o seu palpite ou quão inteligente você é ou qual nome você tem. Se o seu palpite não concorda com a experiência, ele está errado.”

8. Na Ciência real, são realizados testes para remover preconceitos e descartar modelos ruins. A Teoria da Relatividade de Einstein ainda está sendo testada, um século depois de sua publicação. A “ciência” do AGA ignora ou oculta dados que não a ajudam (ver o link).

9. A Ciência real aceita que as previsões ruins originaram-se de hipóteses ruins. Quando as projeções (ou previsões) dos defensores da “ciência” do AGA estão erradas, eles não questionam as hipóteses; apenas mudam as projeções e redefinem o movimento.

10. A Ciência real nunca recomenda que aqueles que não concordam com uma hipótese ou teoria sejam presos. Por outro lado, muitos dos aquecimentistas e apoiadores da “ciência” do AGA não pensam assim.

O doutor Lawrense Torcello, professor de Filosofia do Instituto de Tecnologia de Rochester, expressa a opinião de que as modificações antropogênicas do clima são reais e que matarão muitas pessoas. Portanto, propõe que as leis vigentes deveriam ser usadas para punir aqueles cujas mentiras estariam contribuindo para matar pessoas. É tempo de punir os mentirosos que negam as mudanças climáticas, ele conclui. No mês de março passado, Al Gore foi ao Festival Sul e Sudoeste, em Austin, Texas, e disse: “Nós precisamos por um preço no carbono, para acelerar essas tendências de mercado. Para fazer isso, nós precisamos responsabilizar os negadores da política e precisamos punir os negadores das mudanças climáticas.”

11. A Ciência real não cria bilionários, que se tornaram ricos vendendo hipóteses não comprovadas.

12. A Ciência real tenta explicar todas as variáveis que interferem nos estudos. A “ciência” do AGA simplesmente ignora todas as variáveis que têm impactado drasticamente o clima da Terra durante bilhões de anos, a menos que estes fatores sejam necessários para desculpar projeções defeituosas.

* Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera; Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Foi um dos 25 signatários da carta aberta “Rumo a uma política climática baseada em constatações e bom senso”, enviada em janeiro ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo (Alerta Científico e Ambiental, 29/01/2015).

Sem título

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Não faltaram custosos operativos de propaganda para a teoria oca da acidificacao dos oceanos por obra do homem

Um reputado especialista acaba de desentranhar uma falsificação comparável talvez à vituperada fraude do gráfico do “hockey stick” de Michael Mann.
Esse escândalo, que deu muito para falar, distorceu os dados para criar um esquema que mostrava o CO2 subindo como um foguete, segundo escreveu Thomas Lifson, diretor do “American Thinker”.

Agora foi apontada outra fraude incubada nas artimanhas alarmistas sobre a suposta acidificação dos oceanos.

Como o fato é bastante inacessível ao comum das pessoas, foi fácil agitar o espantalho. E depois, como de costume, usá-lo para impor medidas contra o CO2, essencialmente mais impostos, mais sistemas regulatórios, controles da produção e diminuição do consumo da energia que faz funcionar a vida moderna.
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Fonte: Alerta.inf

Protótipo do PWSS (AIC)

Surge uma nova tecnologia de plasma chilena para tratamento de água, que pode contribuir bastante para mitigar os problemas correspondentes. A nova tecnologia é incomparavelmente mais barata que megausinas dessalinizadoras, embora as finalidades não sejam exatamente as mesmas. Boa parte do esgoto poderia passar pelo sistema e assim, a SABESP já devolveria uma água mais limpa aos rios que cortam a nossa cidade, ao menos (de certo, o pessoal que toma os trens na margem no rio Pinheiros já irá agradecer). Além disto,o sistema poderia ser utilizado para o tratamento das águas das próprias fontes citadinas, em abundância e perdidas. Assim, estas teriam a chance de participar e entrar mais rapidamente ao sistema hidráulico da cidade. Este levantamento foi e continua a ser realizado por quatro cidadãos que se aventuraram em procurar a água da cidade. Recordo-me que na equipe constavam geógrafo, arquitetos e urbanista. O trabalho hercúleo e heroico destes quatro cidadãos já comprovou aquilo que sabíamos: a água está mais perto do que parece! Fica a dica da Equipe FakeClimate e Colaboradores, Sr. Governador! Leia o resto deste post »

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Rumo a uma política climática baseada em constatações e bom senso

Carta aberta ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação

São Paulo, 26 de janeiro de 2015

Exmo. Sr.

José Aldo Rebelo Figueiredo

Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação

As posições críticas de V.Exa. sobre a tendência prevalecente nas questões climáticas, que atribui às atividades humanas uma suposta e não comprovada influência na dinâmica do clima nos últimos dois séculos, são de domínio público e têm motivado questionamentos à vossa nomeação para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tanto no Brasil como no exterior.

Assim sendo, os signatários da presente reiteram que as discussões e a formulação das políticas públicas sobre as questões climáticas têm sido pautadas, predominantemente, por equivocadas e restritas motivações ideológicas, políticas, econômicas e acadêmicas – o que as têm afastado não apenas dos princípios basilares da prática científica, mas também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira.

Estamos conscientes de que a extensão de tais interesses específicos e dos compromissos internacionais assumidos pelo País com a agenda da “descarbonização” da economia mundial faz com que qualquer tentativa de reorientação da pauta climática nacional, para fora do cenário “antropogênico” das mudanças climáticas, tende a gerar uma forte oposição dos setores articulados em torno desse cenário, aí incluídos o poderoso movimento ambientalista internacional e grande parcela da mídia, dotados de considerável influência sobre a opinião pública interna e externa.

Não obstante, acreditamos que algumas necessárias correções de rumo sejam factíveis, no sentido de se atribuir uma prioridade maior a certas iniciativas de importância fundamental, tanto na alçada do MCTI como na de outros ministérios (casos nos quais a influência do MCTI poderia ser determinante), para proporcionar uma melhora do conhecimento da dinâmica climática e um aumento da capacidade geral da sociedade para fazer frente aos fenômenos meteorológicos e climáticos. Estamos convencidos de que tais iniciativas representariam aplicações melhores para grande parte dos recursos humanos e financeiros que têm sido equivocadamente orientados para a agenda da “descarbonização”.

Por conseguinte, oferecemos-lhe as considerações a seguir, com a expectativa de que possam aportar subsídios relevantes para a atuação do MCTI nessa área.

1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global

Em termos estritamente científicos, a questão climática pode ser sintetizada em um único parágrafo:

As mudanças constituem a característica fundamental do clima, como demonstram as evidências referentes a toda história geológica da Terra – ou seja, o clima está sempre em mudança. Quanto à alegada influência humana no clima global, supostamente atribuída às emissões de compostos de carbono das atividades humanas, com a industrialização e a urbanização, ela teria que, forçosamente, amplificar as taxas de variação (gradientes) das temperaturas atmosféricas e oceânicas e dos níveis do mar, registradas desde a Revolução Industrial do século XVIII. Como não há qualquer evidência de que estas variações sejam anômalas, em relação às registradas anteriormente, no passado histórico e geológico, simplesmente, a propalada influência humana não pode ser comprovada.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar nas décadas vindouras, além de outros impactos negativos atribuídos ao lançamento de carbono “antropogênico” na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático. Portanto, tais prognósticos não devem ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance, com grandes impactos socioeconômicos, tanto em âmbito nacional como global.

A influência humana no clima restringe-se às áreas urbanas e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo esses impactos muito localizados e sem influência na escala planetária.

Segundo o quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em 2014, as temperaturas médias globais aumentaram 0,85 oC no período 1880-2012, enquanto o nível médio do mar subiu 0,19 m entre 1901 e 2010.

Na história da Terra há registros de situações bem mais dramáticas. Ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização humana se desenvolveu, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 6.000-8.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2 oC a 3 oC superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiram até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. III a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas foram mais de 1oC superiores às atuais.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas atmosféricas caíram cerca de 8 oC em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficientemente rápida para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, há registros de uma elevação ainda mais acelerada, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos, média de 4 metros por século.

Ou seja, tais variações representam valores de uma ordem de grandeza superior às observadas desde o século XIX. Por conseguinte, estas últimas se enquadram com muita folga dentro da faixa de oscilações naturais dos parâmetros climáticos e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.

Embora evidências como essas possam ser encontradas em, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

2) A hipótese “antropogênica” é um desserviço à Ciência e um risco para as políticas públicas

A boa prática científica pressupõe uma correspondência entre hipóteses e dados observados que as comprovem. Como a hipótese das mudanças climáticas “antropogênicas” não se fundamenta em evidências físicas observadas no mundo real, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à Ciência e à sua necessária colocação a serviço do bem estar da humanidade. Apesar de agregar um certo número de cientistas, a construção dessa hipótese passa ao largo da metodologia científica.

A História registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da Ciência a ideologias e outros interesses restritos. O empenho prevalecente na imposição da hipótese “antropogênica” sem as evidências correspondentes tem custado caro à humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente. O Brasil não está alheio a essa situação. Ao contrário, manifesta-se no País um despropositado empenho em colocá-lo em uma questionável posição de “liderança” nas negociações internacionais sobre o clima.

Vale lembrar que países como o Canadá, Japão, Austrália e Rússia, já manifestaram a sua posição contrária em prosseguir pelo caminho da “descarbonização”, de forma a não permitir que uma premissa não comprovável sirva para nortear políticas públicas de tão amplo espectro e de mudanças radicais em suas economias.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese “antropogênica” simplifica e distorce processos naturais extremamente complexos, nos quais interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, oceânicos, geológicos, geomorfológicos e biológicos, que a Ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação para a formulação das políticas públicas relevantes é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento da atmosfera, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar (Ciclo 25) e de uma fase de resfriamento do Oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico-ODP), em um cenário semelhante ao observado entre 1947 e 1976. Vale observar que, naquele período, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o cultivo do café no oeste do Paraná. Se tais condições se repetirem, no futuro imediato, o País poderá ter sérios problemas, inclusive nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais). E, embora sejam necessários estudos aprofundados para comprová-la, não pode ser descartada a possibilidade de a atual seca que atinge o Sudeste estar relacionada a um novo estado climático semelhante ao de 1947-1976.

Além disso, a obsessão com o CO2 desvia as atenções das emergências e prioridades ambientais reais, cuja solução requer iniciativas e investimentos públicos. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta – e do próprio Brasil, onde os números são semelhantes. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente na Ásia, África e América Latina.

A propósito, o decantado limite de 2 oC para a elevação das temperaturas sobre os níveis pré-industriais, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, em âmbito internacional, também não tem qualquer base científica. Trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, diretor do Instituto Potsdam para a Pesquisa de Impactos Climáticos (PIK) e assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (publicada em 17/10/2010).

3) Prioridades reais: melhor conhecimento da dinâmica climática e maior resiliência da sociedade

Em lugar do alarmismo sobre o aquecimento global e da pseudopanaceia do “baixo carbono”, a política setorial brasileira teria muito a ganhar com uma reorientação de prioridades, que favoreça: a) um melhor conhecimento da dinâmica climática, com ênfase nos estudos paleoclimáticos do território brasileiro; e b) um aumento da resiliência da sociedade para fazer frente aos eventos meteorológicos extremos e a quaisquer tendências climáticas que se manifestem no futuro.

O estudo das mudanças climáticas do passado histórico e geológico (paleoclimas) constitui a base mais sólida para o entendimento da dinâmica climática e as suas projeções para o futuro. Uma atenção especial deve ser dada ao período Quaternário (os últimos 2,6 milhões de anos), no qual o gênero Homo surgiu e tem evoluído. Dentro do Quaternário, os últimos 800 mil anos têm sido marcados por uma sucessão de ciclos glaciais (mais frios), com duração média de 90-100 mil anos, e interglaciais (mais quentes), com duração média de 10-12 mil anos. Atualmente, o planeta se encontra em uma fase interglacial, que teve início há cerca de 11.600 anos, dentro da qual toda a civilização humana tem se desenvolvido. De forma significativa, pelo menos os três interglaciais anteriores foram mais quentes que o atual, e não há qualquer evidência de que este possa deixar de ser sucedido por uma nova glaciação. A explicação mais aceita sobre os fatores causadores dessa dinâmica se baseia em alterações de parâmetros orbitais terrestres que variam ciclicamente, como mudanças na inclinação do eixo de rotação e na forma da órbita terrestre ao redor do Sol. Portanto, é evidente que o homem é incapaz de causar qualquer ínfima influência nos fatores e forças cósmicas que a regem. 

No Brasil, os estudos do Quaternário, apesar de importantes e da existência de um número razoável de instituições de pesquisa e pesquisadores dedicados a eles, ainda são esparsos e insuficientes para permitir a configuração de um quadro paleoclimático do território nacional e do seu entorno continental, com a profundidade necessária para subsidiar um modelo consistente de mudanças climáticas a ser definido para o País, que possa proporcionar dados relevantes para subsidiar um modelo global. Portanto, esta é uma lacuna que precisa ser devidamente considerada, na formulação da política climática nacional, em que o MCTI poderia atuar em consonância com os órgãos específicos do Ministério de Minas e Energia (MME).

Quanto à resiliência, esta pode ser entendida como a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento da sociedade, além da sua capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhe reduzir a sua vulnerabilidade aos fenômenos meteorológicos extremos, às oscilações climáticas e a outros fenômenos naturais potencialmente perigosos que já ocorreram no passado e certamente ocorrerão no futuro.

Neste aspecto, destacamos dois conjuntos de fatores, dentro da alçada direta do MCTI:

  1. um aprimoramento da capacidade de previsão meteorológica nacional;
  2. estímulo de pesquisas referentes às seguranças alimentícia e hídrica, assim como a novas fontes energéticas, que contribuam para reduzir a vulnerabilidade da sociedade às adversidades climáticas.

No primeiro item, uma iniciativa primordial seria tirar do papel o projeto de um satélite meteorológico próprio, imprescindível para um país que ocupa a metade da América do Sul e tem a responsabilidade de distribuir informações meteorológicas sobre grande parte do Oceano Atlântico Sul (a chamada METAREA-V), nos termos da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS). Na edição de 2012 do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), o satélite está previsto para 2018, mas os atrasos recorrentes do programa tornam tal prazo improvável, além de imprevisível.

Outros exemplos poderiam incluir:

  • a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) para um território com as dimensões do brasileiro, com ênfase especial no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET);
  • o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil;
  • a aceleração da consolidação da base nacional de dados meteorológicos, boa parte dos quais ainda não foi digitalizada;
  • o estabelecimento de uma rede efetiva de divulgação de dados meteorológicos e oceanográficos para a METAREA-V.

No segundo item, poderíamos destacar:

  • a ampliação das pesquisas com sementes geneticamente modificadas para todo tipo de condições climáticas, em curso na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outras instituições do gênero;
  • o estabelecimento de linhas de pesquisa de novas fontes energéticas não-renováveis, como o uso de tório em reatores nucleares, e fontes baseadas em novos princípios físicos, como magnetohidrodinâmica, reações nucleares quimicamente assistidas (a chamada “fusão a frio”), energia do vácuo quântico e outras, que têm sido contempladas no exterior, mas são praticamente ignoradas no País;
  • dentre as energias renováveis, a geração de bioenergia, como maior eficiência na queima de resíduos vegetais, etanol de segunda geração e óleos de palmáceas nativas (OVP), muito abundantes no País, e que podem ser queimados diretamente em motores diesel convencionais sem necessidade de modificação dos motores ou dos óleos vegetais.

Para tais pesquisas energéticas, o Brasil dispõe dos necessários recursos humanos qualificados, distribuídos entre centros de pesquisa acadêmicos, de empresas estatais (Cenpes, Cepel etc.), militares (IME, CTA, CTEx, IPqM) e um número considerável de empresas privadas de tecnologia.

Todas essas iniciativas poderiam se beneficiar com a disponibilidade de parte dos recursos financeiros que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque equivocado da redução das emissões de carbono (como muitos dos projetos contemplados no âmbito do chamado Fundo Clima, gerido pelo MCTI e o Ministério do Meio Ambiente, MMA).

Um grupo adicional de iniciativas relevantes para a “resiliência climática” envolve a infraestrutura física, em especial, a capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações, além de outros tópicos, não diretamente na alçada do MTCI, mas potencialmente influenciados pelas diretrizes e programas do Ministério.

Em síntese, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da sociedade, diante das mudanças climáticas inevitáveis – aquecimento ou resfriamento –, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento humano e progresso aos patamares permitidos pela Ciência e pelo avanço do conhecimento e o processo de inovação.

4) A “descarbonização” é desnecessária e deletéria

Uma vez que as emissões “antropogênicas” de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da “descarbonização” ou “economia de baixo carbono” se torna desnecessária e contraproducente – sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente, pelo menos no tocante ao clima (programas de incentivo à mobilidade urbana, inclusos no Fundo Clima, por exemplo, se justificam por si próprios). A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os numerosos impactos negativos de tais diretrizes.

O principal deles é o encarecimento desnecessário de uma série de atividades econômicas, em razão de:

  • os subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar, já em retração na União Europeia (UE), que investiu fortemente nelas;
  • a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fez a UE para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono, e a Austrália, onde a grande rejeição popular à taxa imposta levou o atual governo do país a retirá-las;
  • a imposição a várias atividades econômicas de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS), totalmente inúteis sob o ponto de vista climático e de saúde pública, uma vez que o CO2 não é um gás tóxico e poluente.

Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os especuladores, fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão-somente em uma demanda artificial criada a partir de uma necessidade inexistente.

5) No futuro, menos alarmismo e mais Ciência e bom senso

Pela primeira vez na História, a humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.

Aproveitamos o ensejo para lhe desejar sucesso em sua gestão, esperando que ela contribua de forma decisiva para consolidar na sociedade brasileira a conscientização do papel estratégico do conhecimento e da inovação para o desenvolvimento socioeconômico do País. E, da mesma forma, esperamos que ela sinalize uma inflexão determinante para que, em um futuro próximo, a agenda climática nacional venha a ser posicionada, definitivamente, no terreno sólido das evidências científicas reais e do bom senso.

Kenitiro Suguio

Geólogo, Doutor e Livre-docente em Geologia

Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências

Luiz Carlos Baldicero Molion

Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas

Pesquisador Sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

José Carlos Parente de Oliveira

Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera

Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Fernando de Mello Gomide

Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)

Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)

José Bueno Conti

Geógrafo, Doutor em Geografia Física e Livre-docente em Climatologia
Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)

Francisco Arthur Silva Vecchia

Engenheiro de Produção, Mestre em Arquitetura e Doutor em Geografia

Professor Associado do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC–USP)

Diretor do Centro de Ciências da Engenharia Aplicadas ao Meio Ambiente (CCEAMA) da EESC–USP

Gildo Magalhães dos Santos Filho

Engenheiro eletrônico, Doutor em História Social e Livre-docente em História da Ciência e Tecnologia

Professor Associado do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)

 

Lucia Helena Tavares Viegas

Engenheira Química, Mestra em Administração de Empresas e Doutora em Gestão e Inovação Tecnológica

Paulo Cesar Soares

Geólogo, Doutor em Ciências Geológicas e Livre-docente em Estratigrafia

Professor Titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Marco Antonio Sacilotti

Físico, Mestre em Física Aplicada e Doutor em Engenharia Elétrica

Professor das universidades UFR-Sciences et Tecnhologies/Université de Bourgogne (França)

Professor Visitante do Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (DF-UFPE)

Ricardo Augusto Felicio

Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia

Professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)

Fulvio Cupolillo

Geógrafo, Mestre em Meteorologia Agrícola e Doutor em Geografia

Professor Titular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG)

Gustavo Macedo de Mello Baptista

Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia

Diretor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (UnB)

Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)

João Bosco A. de Morais

Geólogo, Mestre em Hidrogeologia e Doutorando em Vulnerabilidade de Aquíferos na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Assessor para Meio Ambiente do Governo do Estado do Ceará

Cássio Roberto da Silva

Geólogo, Especialista em Geologia Ambiental, Mestre em Geologia Econômica e Doutor em Geologia Médica

Pesquisador em Geociências (Sênior) e chefe do Departamento de Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil – CPRM

Ricardo Moacyr de Vasconcellos
Engenheiro de Minas, Especialista em Geofísica

Pesquisador em Geociências (Sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM

Paulo Cesar Martins Pereira de Azevedo Branco

Geólogo

Pesquisador em Geociências (Sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM

Maria Angélica Barreto Ramos

Geóloga, Mestra em Geociências

Pesquisadora em Geociências (Sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM

Ginaldo Caldas Raymundo

Geólogo, Mestre em Geologia de Engenharia

(Empresa privada de engenharia consultiva)

Daniela de Souza Onça

Geógrafa, Mestra e Doutora em Climatologia

Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Gustavo Zen de Figueiredo Neves

Geógrafo, Mestre em Ciências da Engenharia Ambiental

Professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Marcos José de Oliveira

Engenheiro Ambiental, Mestre e Doutorando em Ciências da Engenharia Ambiental na Universidade de São Paulo (USP)

Elis Dener Lima Alves
Geógrafo, Mestre em Física Ambiental e Doutorando em Ciências da Engenharia Ambiental na Universidade de São Paulo (USP)

Igor Vaz Maquieira

Biólogo, Especialista em Gestão Ambiental

Geraldo Luís Saraiva Lino

Geólogo

Coeditor do sítio Alerta em Rede

Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)

Carlos Eduardo Osório Ferreira

Mestre em Geologia de Engenharia e Ambiental UFRJ

Pesquisador em Geociências (sênior)do Serviço Geológico do Brasil

Sandra Fernandes da Silva

Geóloga, Especialista em Risco Geológico e Doutora em Geotecnia

Pesquisadora em Geociências do Serviço Geológico do Brasil – CPRM